"O mercado americano - EUA, mas também Canadá e México - apresenta enorme potencial para o setor", salienta João Pedro Koehler.
A empresa portuguesa Colquímica Adhesives vai investir dois milhões de euros para aumentar a capacidade produtiva e de armazenamento da fábrica que inaugurou recentemente nos EUA, avançou à agência Lusa o presidente executivo (CEO) do grupo Colquímica.
Em funcionamento há cerca de um ano e meio, a subsidiária americana da fabricante de adesivos industriais de Valongo, no distrito do Porto, está localizada em Charlotte, no Estado da Carolina do Norte, e foi formalmente inaugurada no passado dia 03 de outubro pelo secretário de Estado da Internacionalização, Bernardo Ivo Cruz, e pela presidente da câmara local, Vi Lyles.
Salientando que "o mercado americano - EUA, mas também Canadá e México - apresenta enorme potencial para o setor", o CEO João Pedro Koehler explicou à Lusa que o objetivo do investimento de 12 milhões de euros feito na nova fábrica é "explorar esse potencial, bem como servir mais eficazmente os clientes com que a empresa já contava nessa geografia".
A opção por Charlotte resultou do facto de se tratar de "uma localização estratégica na costa leste, próxima dos maiores Estados industriais e cidades, e com ótimas infraestruturas logísticas, rodoviárias e portuárias", explicou.
A unidade dos EUA emprega atualmente 33 pessoas e representa um incremento de 20% na capacidade produtiva anual do grupo Colquímica.
Este ano, a subsidiária americana deverá responder por 7% do volume total de faturação do grupo, com cerca de 12 milhões de euros em vendas, valor que se prevê que cresça mais de 50% no próximo ano, atingindo os 20 milhões de euros e representando 10% da faturação global do grupo.
Segundo avançou à Lusa João Pedro Koehler, ao investimento inicial de 12 milhões de euros a empresa somou já outro meio milhão para modernização tecnológica da fábrica e, nos próximos dois anos, tem projetado um investimento adicional de dois milhões de euros, dos quais 1,5 milhões destinados ao aumento da capacidade produtiva e 500 mil euros para aumento da capacidade de armazenamento.
Também prevista está a contratação de mais 12 colaboradores ao longo dos próximos dois anos.
"Muito satisfeito com o balanço dos primeiros 18 meses" da unidade de Charlotte, o CEO considera ter ali encontrado "as condições ideias para acelerar a globalização da atividade da empresa e explorar as enormes potencialidades dos mercados norte e latino-americano".
A modernização tecnológica é destacada como "um dos principais fatores de diferenciação" da subsidiária norte-americana, que "incorpora altos níveis de automatização e robotização em todas as fases produtivas".
A abertura das instalações nos EUA representou uma nova etapa na expansão da Colquímica Adhesives, somando-se às duas unidades em Portugal e à de Poznan, na Polónia, inaugurada em 2013.
Embora não tenha, "neste momento", prevista a abertura de instalações em novos mercados, João Pedro Koehler diz tratar-se sempre de "uma hipótese em aberto e que o grupo não deixa de explorar".
Com uma capacidade produtiva de 71 mil toneladas anuais de adesivos industriais, o grupo Colquímica atingiu, em 2021, uma faturação recorde de 124 milhões de euros, estimando terminar este ano com vendas de 165 milhões.
No total, emprega cerca de 400 colaboradores de 17 nacionalidades, pretendendo "afirmar-se cada vez mais como um dos maiores 'players' globais da indústria de adesivos 'hot-melt'".
Com quase 70 anos de atividade, a Colquímica Adhesives exporta atualmente os seus produtos para mais de 60 países, servindo sobretudo os mercados da higiene pessoal e área médica, colchões, embalagens, conversão de papel e montagem de produto.
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