Presidente norte-americano, Donald Trump, alertou no domingo que a NATO enfrenta um "futuro muito mau" se os aliados não cooperarem para reabrir o Estreito de Ormuz.
O preço do petróleo Brent, referência europeia, subia mais de 2% às 08h22 e estava a ser negociado acima dos 105 dólares antes da abertura dos mercados bolsistas europeus.
O preço do Brent chegou a ultrapassar os 106 dólares na abertura do mercado desta segunda-feira, mas depois moderou a sua subida para os 105 dólares.
As bolsas europeias apontam esta segunda-feira para aberturas mistas, com ligeiras quedas em Madrid e Londres, e ganhos até 0,4% em Frankfurt, Paris e Milão.
O Ibex 35 encerrou a sessão de sexta-feira nos 17.059,30 pontos e prevê-se que abra hoje em baixa, com uma ligeira queda de menos de duas décimas.
Entretanto, o preço do petróleo West Texas Intermediate (WTI), referência americana, subiu 1,7% para 98,57 dólares por barril.
O presidente norte-americano, Donald Trump, alertou no domingo que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO) enfrenta um "futuro muito mau" se os aliados não cooperarem para reabrir o Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica para o comércio internacional de petróleo que foi bloqueada pelos militares iranianos em resposta à ofensiva lançada por Washington e Israel contra o Irão a 28 de fevereiro.
"É lógico que aqueles que beneficiam do estreito ajudem a garantir que nada de mal lá acontece", disse o presidente norte-americano numa entrevista ao jornal britânico Financial Times, na qual apontou a China e a Europa como particularmente dependentes do petróleo da região.
A Agência Internacional de Energia (AIE) decidiu na semana passada libertar 400 milhões de barris das suas reservas estratégicas, a maior libertação da sua história, para ajudar a reduzir as tensões nos preços do petróleo.
No âmbito desta decisão, os Estados Unidos participarão libertando 172 milhões de barris. Os primeiros 86 milhões de barris de crude libertados pelos Estados Unidos da sua reserva estratégica começarão a chegar ao mercado no final desta semana.
Os preços do crude, que são atualmente voláteis estão a ser afetados pela expectativa de que a guerra do petróleo dure mais tempo do que o previsto e pelos problemas no Estreito de Ormuz, onde já foram atacados vários petroleiros.
O Estreito de Ormuz é uma via navegável estratégica por onde passa aproximadamente um quinto do comércio marítimo mundial de petróleo, para além de um volume significativo de gás natural liquefeito e fertilizantes.
O Conselho da Organização Marítima Internacional (OMI) vai realizar uma sessão extraordinária nos dias 18 e 19 de março para tratar das repercussões para o transporte marítimo do bloqueio no Estreito de Ormuz e da instabilidade na região provocada pelos ataques do Irão contra os países do Golfo em resposta à ofensiva conjunta dos EUA e de Israel em território iraniano.
A Guarda Revolucionária Iraniana reivindicou a autoria, nos últimos dias, de vários ataques a navios no Estreito de Ormuz, no âmbito da sua resposta à ofensiva lançada a 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel contra o país asiático.
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