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Correio da Manhã

Economia
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Presidente do Santander Totta "preocupado" com situação do Novo Banco

António Vieira Monteiro defendeu que para já "é preciso dar o benefício da dúvida".
Lusa 30 de Abril de 2018 às 15:35
António Vieira Monteiro, presidente executivo do Santander Totta
O presidente do Santander Totta, António Vieira Monteiro
O presidente da Comissão Executiva do Santander Totta  António Vieira Monteiro
António Vieira Monteiro, presidente executivo do Santander Totta
O presidente do Santander Totta, António Vieira Monteiro
O presidente da Comissão Executiva do Santander Totta  António Vieira Monteiro
António Vieira Monteiro, presidente executivo do Santander Totta
O presidente do Santander Totta, António Vieira Monteiro
O presidente da Comissão Executiva do Santander Totta  António Vieira Monteiro
O presidente do Santander Totta admitiu esta segunda-feira estar "preocupado" com os resultados do Novo Banco, depois das injeções de capital do Fundo de Resolução, mas defendeu que para já "é preciso dar o benefício da dúvida".

António Vieira Monteiro, que falava durante a apresentação dos resultados do Santander Totta do primeiro trimestre, em Lisboa, afirmou que está "a acompanhar" a situação do Novo banco "com uma certa preocupação" devido aos números que têm sido apresentados pela instituição que, no ano passado, perdeu mais de 1.300 milhões de euros depois de uma injeção de capital do Fundo de Resolução.

Porém, acrescentou que, estando ainda o Novo Banco no seu primeiro ano, "o benefício da dúvida tem de ser dado", porque "Roma e Pavia não se fizeram num dia".

"Quando olhamos para as contas vemos que o banco perdeu 1.300 milhões de euros, incluindo já uma entrada de capital do Fundo de Resolução" de mais de 700 milhões de euros, verifica-se que "o banco perdeu efetivamente muito dinheiro" debaixo da alçada do fundo.

"Agora que é um banco nas mesmas condições que nós e apresentar esse tipo de resultados e ir buscar 700 e tal milhões ao sistema de defesa é uma coisa que nos pode preocupar", reforçou o presidente do Santander.

Este ano, o Santander Totta tem previstas contribuições de 50 milhões de euros para o Fundo de Resolução, incluindo contribuições diretas e impostos, disse Vieira Monteiro.

Quanto à mudança de nome de Santander Totta para Santander Portugal, o responsável explicou que "o processo está em andamento e será feito na devida altura".

Segundo acrescentou, a mudança de nome "não implica qualquer alteração" na "maneira de ser" do Santander, pois "a única coisa que poderá vir a mudar é a marca e nada mais".

Questionado sobre o aumento do crédito, Vieira Monteiro respondeu que concorda "inteiramente" com as normas do Banco de Portugal no sentido de "tentar controlar e evitar que se venham a repetir situações" do passado menos boas, mas sublinhou que o crédito ao consumo está "em níveis médios razoáveis e não estão a atravessar a linha encarnada".

O lucro do Santander Totta aumentou 5% para 130,5 milhões de euros no primeiro trimestre face ao período homólogo, impulsionado pela melhoria de 34,6% da margem financeira.

Nos primeiros três meses de 2018, a margem financeira (diferença entre juros cobrados em créditos e juros pagos em depósitos) do Santander Totta situou-se nos 231,2 milhões de euros, "refletindo o crescimento orgânico e a integração do ex-Banco Popular Portugal", refere o banco presidido por António Vieira Monteiro.

"Além do impacto da integração do ex-Banco Popular Portugal, [o aumento da margem financeira] reflete a subida dos proveitos de crédito e a continuação da descida do custo dos depósitos", lê-se no documento distribuído durante a sessão de apresentação dos resultados do primeiro trimestre.

O crédito total cresceu 25,5%, para 41,5 milhões de euros no primeiro trimestre, com aumentos de 12,9% no crédito a particulares e de 46,1% no crédito a empresas.
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