page view

Rescisão pode ir até aos 116400 €

O Governo prepara-se para fixar o tecto das indemnizações na Administração Pública, por rescisão amigável do contrato de trabalho, em 116 400 euros, um valor igual ao consagrado no Código do Trabalho (CT).

08 de maio de 2012 às 01:00

Ao que o CM apurou, o Executivo, devido à contestação dos sindicatos, tenciona adoptar uma outra solução prevista no Código do Trabalho: em vez do limite máximo de 12 salários mensais, pondera fixar o tecto da compensação em 240 salários mínimos. Ontem, o secretário de Estado da Administração Pública, Hélder Rosalino, frisou aos sindicatos que quer estabelecer um limite nas indemnizações.

A proposta inicial do Governo inclui já algumas das condições do Código do Trabalho: desde logo, o valor da remuneração mensal do trabalhador para efeitos de cálculo da indemnização não pode ser superior a 20 vezes o salário mínimo nacional. Ou seja: o valor máximo do ordenado para calcular a compensação não pode ser superior a 9700 euros.

Como no Código do Trabalho este limite do vencimento mensal é usado para calcular as indemnizações até 240 salários mínimos, o Governo, em coerência com os prin- cípios daquele Código, prepara-se para aplicar também aos funcionários públicos o tecto de 240 salários mínimos na indemnização para as rescisões amigáveis. Ontem, Hélder Rosalino deixou claro que a compensação será diferenciada em função do número de anos de trabalho e que o Estado pagará 20 dias de salário por cada ano de trabalho.

O governante frisou ainda que o Executivo quer estabelecer um tecto para as compensações. Para Bettencourt Picanço, presidente do Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), "não há necessidade de estabelecer limites financeiros, visto que o Governo tem sempre a última decisão" Ou seja, apenas aprova as rescisões amigáveis se os serviços tiverem dinheiro para as pagar.

BANCOS DE HORAS GERA DIVISÕES COM GOVERNO

A criação de bancos de horas na Administração Pública está em vias de gerar um forte braço--de-ferro entre o Governo e os sindicatos. Ontem, na reunião com o secretário de Estado da Administração Pública, Bettencourt Picanço, líder do STE, deixou claro que "só é possível criar bancos de horas desde que seja por negociação colectiva".

Para o presidente do STE, "a Administração Pública é constituída por inúmeros departamentos que não são comparáveis com uma empresa".

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Exclusivos

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8