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Santander compra Banco Popular por um euro

Filial portuguesa também muda de mãos, em processo de resolução.

07 de junho de 2017 às 07:48

A compra foi anunciada pelo Conselho Único de Resolução, depois de o Banco Central Europeu já ter dado como provável a falência do Popular.

OJornal de Negócios lembra que  em Portugal, no final de 2015, "o Santander Totta adquiriu o Banif também integrado na utilização deste regime que visa evitar o uso de dinheiros públicos nas soluções para os problemas bancários. No caso espanhol, não há dinheiros públicos, mas em Portugal houve (até 3 mil milhões de euros, em dinheiro fresco e garantias bancárias), para garantir a estabilidade da instituição". 

Elke König, presidente do Conselho Único de Resolução, explica a medida: "A decisão tomada hoje salvaguarda os depositantes e as funções críticas do Banco Popular. Isto mostra que os instrumentos dados às autoridades de supervisão depois da crise são efetivas para evitar o uso do dinheiro dos contribuintes no resgate a bancos". O conselho está ligado ao Conselho Único de Supervisão, a autoridade criada no âmbito da união bancária para zelar pelos bancos.

Mudanças em Portugal

Em Portugal, o Banco Popular já estava em processo de mudança. Ia deixar de ser um banco de direito nacional e passar a ser uma sucursal do Popular.  O Banco de Portugal confirma em comunicado que a instituição passa agora a fazer parte do grupo espanhol Santander

"A filial portuguesa do Banco Popular Español – o Banco Popular Portugal, S.A. – não foi objeto de qualquer medida de resolução e está incluída no perímetro de venda, pelo que passa a integrar o grupo do Banco Santander. 

Para o Banco Popular Portugal, esta medida não implica qualquer alteração na atividade do banco português, que continua a operar com total normalidade, agora integrado num novo grupo bancário", lê-se no comunicado

 

A aquisição é feita no âmbito de uma medida de resolução. Em Portugal, no final de 2015, o Santander Totta adquiriu o Banif também integrado na utilização deste regime que visa evitar o uso de dinheiros públicos nas soluções para os problemas bancários. No caso espanhol, não há dinheiros públicos, mas em Portugal houve (até 3 mil milhões de euros, em dinheiro fresco e garantias bancárias), para garantir a estabilidade da instituição. 

"A decisão tomada hoje salvaguarda os depositantes e as funções críticas do Banco Popular. Isto mostra que os instrumentos dados às autoridades de supervisão depois da crise são efectivas para evitar o uso do dinheiro dos contribuintes no resgate a bancos", diz Elke König, presidente do Conselho Único de Resolução, citada no banco. O Conselho Único de Supervisão é a autoridade de resolução no quadro da União Bancária - até ao final de 2015, as autoridades de resolução responsáveis eram as nacionais, razão pela qual foi o Banco de Portugal a ditar as duas medidas de resolução aplicadas no país: BES e Banif. 

Sucursal em Portugal também é vendida ao Santander

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