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Correio da Manhã

Economia
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Sérgio Monteiro deixa de liderar venda do Novo Banco e passa a consultor

Quanto ao salário, não foi possível apurar o valor agora contratualizado, apenas que é inferior ao anterior.
8 de Março de 2017 às 19:45
Sérgio Monteiro
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O ex-secretário de Estado Sérgio Monteiro deixou de liderar a venda do Novo Banco, função para a qual tinha sido contratado em 2015, e está agora envolvido na operação como consultor externo, confirmou fonte do setor financeiro à Lusa.

Em novembro de 2015, o Banco de Portugal contratou Sérgio Monteiro, ex-secretário de Estado do Governo PSD/CDS-PP de Passos Coelho, para liderar a venda do Novo Banco por 12 meses tendo como contrapartida um salário bruto superior a 20 mil euros.

Já no final do ano passado o contrato foi prolongado e, segundo fonte do setor financeiro, terminou em fevereiro passado.

O Banco de Portugal contratou então Sérgio Monteiro como consultor técnico da operação de venda do Novo Banco, posição que deverá manter até ser fechada a alienação.

Quanto ao salário, não foi possível apurar o valor agora contratualizado, apenas que é inferior ao anterior.

O Novo Banco é o banco de transição que ficou com os ativos menos problemáticos do Banco Espírito Santo (BES), alvo de uma intervenção das autoridades em 03 de agosto de 2014, e que está em processo de venda, que o Governo acredita poder estar fechado "nas próximas semanas".

Depois de ter sido liderado pelo Banco de Portugal, o processo de venda do Novo Banco ganhou uma dimensão política e esteve nas últimas semanas mais na alçada do Governo, até porque a solução encontrada para a venda do Novo Banco ao fundo norte-americano Lone Star implica a manutenção de uma participação pública.

Segundo a imprensa, a solução passa por a Lone Star ficar com a maioria da instituição e o Fundo de Resolução (que atualmente tem a maioria do capital) ou outra entidade pública ficar com cerca de 25%.

O problema nas negociações foram os riscos que o balanço do Novo Banco incorpora e que podem vir a significar elevados prejuízos futuros, pelo que a solução desenhada visa a partilha de riscos entre privados e público.
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