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Setor têxtil quer contrapartidas para aumento do salário mínimo

Associação das indústrias de vestuário avisa que este aumento pode fazer crescer o desemprego e o número de falências.

19 de setembro de 2014 às 20:41

A Associação Nacional das Indústrias de Vestuário e Confeção (ANIVEC/APIV) defendeu esta sexta-feira que o aumento do salário mínimo nacional (SMN)só pode acontecer com "alterações conjunturais" que permitam às empresas "fazer face à totalidade desse custo" salarial.

"O aumento do salário mínimo só pode acontecer se for antecedido de alterações conjunturais que permitam às empresas fazer face aos custos decorrentes da medida", defendeu em comunicado a ANIVEC/APIV. A associação pede uma intervenção na Taxa Social Única (TSU) ou "a celebração de acordos que compensem as empresas na exata medida do aumento de custos com a massa salarial".

Para a ANIVEC/APIV, o aumento do salário mínimo nacional "nunca poderá verificar-se em todas as atividades económicas, na atual conjuntura, sem adequadas contrapartidas e sem salvaguardas". "Caso assim não aconteça, será inevitável um aumento gravoso do desemprego e do número de falências num sector fundamental da economia portuguesa e que é responsável por milhares de postos de trabalho», acrescenta.

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