Plano estratégico previa hipótese de prestação direta de cuidados de saúde mas Conselho Geral e de Supervisão não aceita.
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O Conselho Geral e de Supervisão da ADSE descarta a ideia de construção de um hospital ou entrada no capital de uma instituição já existente para a prestação direta de cuidados de saúde, prevista no plano estratégico do subsistema de saúde para os próximos três anos. A decisão sobre as tabelas de comparticipação e o alargamento a mais beneficiários foram adiados até dia 15.
"Ter um hospital próprio e uma rede de cuidados primários não é um caminho que deva dizer respeito à ADSE, porque põe em causa a matriz do subsistema", diz ao CM José Abraão, membro do Conselho Geral e de Supervisão eleito pela Fesap. "Há algum consenso para que isso não avance", diz, estendendo a avaliação à possibilidade de o subsistema entrar numa unidade de saúde já existente. O diploma que transformou a ADSE em instituto público, em 2016, põe nas mãos do Governo a decisão de "autorizar a participação da ADSE em entidades de direito privado" e o projeto de diploma sobre os benefícios prevê a "prestação direta de cuidados de saúde".
Quanto ao alargamento da ADSE a mais beneficiários, José Abraão explica que o Conselho Geral e de Supervisão aguarda "mais estudos" sobre o universo abrangido. Só entre os trabalhadores com contrato individual de trabalho há 82 mil pessoas em condições de serem admitidas na ADSE.
Luz Saúde é a que mais fatura à ADSE
Luz Saúde, José de Mello e Lusíadas têm os maiores valores de faturação à ADSE. Em 2017, faturaram 22,5%, 12,9% e 11,9%, respetivamente. Os cinco maiores grupos – em que se incluem ainda o Trofa Saúde e a Fundação Champalimaud – receberam 280 milhões deste subsistema.
SAIBA MAIS
1963
foi o ano em que foi criada a ADSE, com a denominação Assistência na Doença aos Servidores Civis do Estado. A sigla por que é conhecida só surge em 1980. Visa assegurar a proteção aos seus beneficiários nas áreas da saúde, prevenção da doença e reabilitação.
Menos 63 mil em três anos
O subsistema de saúde dos funcionários públicos perdeu 63 mil beneficiários em apenas três anos, o equivalente a cerca de 5% do total, de acordo com o ‘Jornal de Negócios’.
Novas tabelas só entram em vigor em abril
As novas tabelas de preços da ADSE só deverão entrar em vigor em abril - e não a 1 de março -, dado que a direção ainda espera resposta da Associação de Hospitalização Privada. José Abraão, da Fesap, diz ao CM que a ADSE deve ser "firme nos acertos que venha a fazer". "Mas não deve descartar os pressupostos que nos levaram a aprovar as tabelas." A 15 de fevereiro, o Conselho Geral e de Supervisão reúne-se para nova avaliação.
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