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Ter dinheiro a prazo só rende juros até 0,5%

Portugueses tinham, no final de 2016, cerca de 97 mil milhões de euros em depósitos.

04 de agosto de 2017 às 01:30

Sete em cada 10 depósitos a prazo registavam, em 2016, uma taxa de juro (sem impostos) igual ou inferior a 0,5%, segundo o Relatório de Acompanhamento dos Mercados Bancários de Retalho, divulgado esta quinta-feira pelo Banco de Portugal. No documento salienta-se que os depósitos através da internet ofereciam taxas mais baixas do que as agências tradicionais para todos os prazos.

Com as taxas de juro tão baixas, o montante aplicado nos depósitos a prazo também tem vindo a descer, tendo-se fixado, no final do ano passado, em 97 mil milhões de euros, menos cerca de cinco mil milhões do que em 2015. Cerca de 57% estavam aplicados em depósitos até um ano.

Com efeito, 90% dos depósitos para o público em geral apresentavam, no final do ano passado, uma Taxa Anual Nominal Bruta (TANB) inferior a 1%, quando um ano antes eram 86%, segundo o BdP. A percentagem de depósitos com remunerações inferiores a 0,5% também subiu de 57% de dezembro de 2015 para 72% em 2016, segundo o documento.

Os bancos estão a oferecer menos depósitos a prazo simples e continuam a baixar "taxas de remuneração dos depósitos na maioria dos prazos", conclui o supervisor. A exceção são as ofertas para novos clientes que garantem uma taxa "superior à da restante oferta".

Os bancos também reduziram a oferta de depósitos com condições especiais. Segundo o Banco de Portugal, este segmento era liderado pelas contas destinadas a jovens (29%).

Tal como nos depósitos online, a taxa de remuneração média era inferior à "dos depósitos comercializados para o público em geral".

No final de 2016, cerca de 57% de depósitos para o público em geral apresentavam montantes mínimos de constituição até 500 euros e 42,2% permitiam a mobilização antecipada com penalização parcial de juros.

Crédito para casa dispara 40%

Os bancos emprestaram, no ano passado, 5,5 mil milhões de euros para crédito à habitação, um aumento de cerca de 40% face ao ano anterior. A carteira destes créditos é de 88,4 mil milhões de euros.

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