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Trump deixa futuro do líder do banco central dos EUA em aberto com declarações ambíguas

Donald Trump comentou que Jerome Powell estava a fazer "um mau trabalho", afirmando que a hipótese de despedimento não podia ser descartada.

16 de julho de 2025 às 19:24

O Presidente dos Estados Unidos falou esta quarta-feira de forma ambígua sobre o futuro do líder da Reserva Federal (Fed), Jerome Powell, admitindo que estava a considerar a possibilidade de o despedir, antes de descartar essa possibilidade como "altamente improvável".

Durante uma conferência de imprensa na Casa Branca, Donald Trump comentou que Powell estava a fazer "um mau trabalho", afirmando que a hipótese de despedimento não podia ser descartada, mas referiu momentos depois que era "muito improvável".

Estas declarações podem ser encaradas como um recuo por parte do Presidente dos Estados Unidos (EUA), que anteriormente tinha garantido aos jornalistas que acreditava que o custo da renovação dos edifícios da Fed em Washington poderia ser "um motivo para justificar um despedimento".

A obra já custou 2,5 mil milhões de dólares (cerca de dois mil milhões de euros, ao câmbio atual), de acordo com o Gabinete de Administração e Orçamento da Casa Branca (presidência), com Donald Trump a considerá-la como um uso indevido de fundos federais.

"Isso é motivo para justificar o despedimento? Acho que pode ser", admitiu Trump.

De acordo com a Casa Branca, o Presidente dos EUA reuniu-se com congressistas republicanos na noite de terça-feira para discutir o assunto da permanência de Powell à frente da Fed.

Durante vários meses, Trump criticou Powell, a quem chama "Powell Tarde Demais", por não reduzir as taxas de juro do banco central dos EUA atempadamente.

"Acho que é um dos trabalhos mais fáceis no governo. (...) Faz-se uma declaração sobre o estado da economia e se vai aumentar ou diminuir as taxas de juro. É provavelmente o trabalho mais fácil que já vi", comentou Trump sobre o cargo de presidente do banco central norte-americano.

Na terça-feira, Trump tinha pedido à Fed que reduzisse as suas taxas diretoras, atualmente na faixa entre 4,25% e 4,50%, em três pontos percentuais.

A Fed tem mantido as taxas inalteradas desde o início do ano, face à inflação persistente, o que tem contribuído para a desvalorização do dólar.

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