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Correio da Manhã

Economia
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Utentes pouparam 18 milhões de euros desde 2016 com redução de portagens na Via do Infante

Governante falava na audição conjunta com três comissões parlamentares para debate da proposta de OE para 2019.
12 de Novembro de 2018 às 15:09
A22
Portagens
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O ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, disse esta segunda-feira que a poupança registada pelos utentes com a redução de portagens na Via do Infante (Algarve) é de 18 milhões de euros desde 2916.

O governante falava na audição conjunta com três comissões parlamentares para debate na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2019 (OE2019), que durou mais de cinco horas.

"Só na Via do Infante [A22, autoestrada que atravessa o Algarve], a poupança para os utentes daquilo que foi a redução de portagens realizada em 2016 já foi de 18 milhões de euros", afirmou o governante.

"O senhor deputado acha pouco, eu acho relevante", disse Pedro Marques na audição, adiantando que o transporte de mercadorias vai ter uma "redução adicional" nas portagens em 2019.

Para favorecer o transporte de mercadorias "nestas vias estruturantes, para favorecer a criação de emprego nestas zonas, nomeadamente nas zonas do interior, mas até por ausência de alternativas adequadas, tendo mantido essa medida para a A22, vamos ter uma redução adicional de portagens para o tráfego de mercadorias a partir do início do ano", acrescentou.

"Uma redução significativa para favorecer a utilização dessas vias para transporte mercadorias, libertando a 125 (EN125 - Estrada Nacional 125) desse tipo de transporte", favorecendo o aumento da atividade económica no interior, salientou.

Esta medida também será aplicada à A13.

No que respeita às obras na EN125, que atravessa o Algarve, o ministro lembrou que foram realizados "mais de 80 milhões de euros de obras" naquela via "nesta legislatura", além das obras de emergência antes do verão passado.

"Fizemos essas obras primeiro no Barlavento, onde podíamos fazer no contexto de concessão. Temos, efetivamente, uma situação complexa que só se pode desbloquear com a conclusão do processo de renegociação", disse, recordando que tudo está dependente do visto do Tribunal de Contas.

Salientou que dos 80 milhões de euros investidos na EN125, "4% é do Governo anterior".
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