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Vice de Gaia desafia Santos Pereira a sair de Lisboa

O vice-presidente da Câmara de Gaia, Firmino Pereira, criticou esta segunda-feira o ministro da Economia por "estar sentado em Lisboa" sem ir "ao terreno ver as empresas", apontando a Cerâmica de Valadares como um dos muitos casos "que merecem ser ajudados".

09 de janeiro de 2012 às 14:24

"Governar o País não é estar sentado em Lisboa, é vir ao terreno e ver se as empresas merecem ser ajudadas", afirmou Firmino Pereira à Lusa.

Segundo salientou, a Cerâmica de Valadares - parada desde 29 de Dezembro por dificuldades de tesouraria - "espelha a realidade do País".

"A banca está a cortar o financiamento às empresas, nomeadamente às exportadoras. Pode ser muito importante salvar o País em termos financeiros, mas o que interessa isso se levarmos um conjunto enorme de empresas à falência e tivermos enormes níveis de desemprego?", questionou.

Desafiando Álvaro Santos Pereira a "visitar urgentemente a Cerâmica de Valadares para se inteirar da situação da empresa", Firmino Pereira apelou também à intervenção do ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, na viabilização da unidade.

Do ministro da Economia o autarca espera que "convença a banca" a injectar os 1,5 milhões de euros de que a empresa necessita para fazer face aos seus compromissos imediatos.

Já de Paulo Portas o vice-presidente da autarquia gaiense aguarda "intervenção diplomática" junto de um fundo internacional que "está interessado em entrar no capital da Cerâmica de Valadares" e que asseguraria a "saída definitiva" da empresa da situação difícil em que se encontra.

Conforme salientou, a fábrica conta já com 90 anos de actividade, factura 20 milhões de euros e emprega 420 trabalhadores, sendo as dívidas de "quatro a cinco milhões de euros" a fornecedores e trabalhadores totalmente cobertas pelos 8,5 milhões de euros de créditos que possui sobre clientes.

"Perante uma empresa desta envergadura, altamente competitiva e com uma carteira de encomendas muito apreciável, o ministro da Economia deve vir sentar-se com a administração e os trabalhadores e ver como pode ajudar a resolver este problema", sustentou Firmino Pereira, salientando que "encarar este caso vai ajudar a resolver problemas similares" no país

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