Carrinha blindada tinha 2,5 milhões
É o roubo do século. A carrinha blindada da empresa de transportes da Prosegur que na madrugada de segunda-feira foi assaltada com recurso a explosivos, na auto-estrada do Sul (A2), próximo de Aljustrel, estava carregada de dinheiro. Fontes contactadas pelo CM garantem que o valor andaria próximo dos 2,5 milhões de euros, quantia essa que se destinava a abastecer as mais de 730 caixas de multibanco da zona do Algarve.
A forma como o roubo aconteceu e também a quantia em causa revelam que o grupo de cinco indivíduos sabia exactamente o que procurava. Tudo indica que tivessem informação privilegiada, podendo mesmo saber a hora exacta do transporte daquela quantia e a rota escolhida para a mesma.
Segundo o que o CM apurou, as suspeitas recaem sobre um grupo composto, entre outros, por franceses e italianos. Os mesmos já teriam sido detectados o ano passado na região algarvia, acreditando as autoridades que planeassem nessa altura um assalto idêntico. A PJ registou mesmo, em Agosto do ano passado, a utilização de explosivos numa das rotas da passagem da carrinha, engenhos esses que, no entanto, não terão deflagrado no momento indicado.
Neste caso, e embora ainda não seja de excluir a participação de portugueses, acredita-se que o grupo já terá abandonado o País.
Outro pormenor importante – que indiciará o treino militar dos envolvidos – é a elevada precisão do assalto. Percebe-se pelos contornos do roubo – foram colocados explosivos plásticos na porta traseira para forçar o rebentamento e foi usada uma granada de foguete fabricada no Leste da Europa –, que o mesmo foi praticado por profissionais que apenas queriam levar o dinheiro, evitando a morte ou ferimentos dos funcionários.
O grupo também sabia que o assalto era proveitoso. Levaram apenas os sacos das notas, negligenciando as moedas.
OUTROS CASOS
BOLIQUEIME
Em 2002, Amadeu Santos foi julgado por suspeitas de participação no assalto a uma carrinha de valores em Boliqueime, no Algarve, roubando 965 mil euros. Foi inocentado mas, no fim do ano passado, foi detido pela Polícia Judiciária, por suspeitas de tráfico de droga.
‘PALANA TRESMALHADA’
A operação ‘Palanca Tresmalhada’ permitiu à Polícia Judiciária prender cinco funcionários da empresa de segurança Palanca, que roubaram mais de 200 mil euros de carrinhas de valores.
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