MEO não atende telefones para rescindir contratos
Utilizadores da MEO que tiveram aumento de preços irregular tentam acabar com o serviço mas ninguém atende o telefone.
Os clientes da PT/MEO que tiveram aumentos de preço irregulares não conseguem rescindir os contratos, ou simplesmente pedir informações, através do serviço telefónico da operadora (16200). O prazo termina amanhã e a falta de atendimento pode inviabilizar, na prática, a rescisão do contrato sem penalizações, tal como foi imposto pela Autoridade Nacional das Comunicações (Anacom).
A reguladora, que obrigou as operadoras a permitirem a rescisão sem penalizações por terem aumentado os preços dos serviços sem qualquer aviso, confirmou ontem ao CM estar a receber reclamações de dificuldades no atendimento. A Anacom está a "analisar a situação", adiantou ao CM fonte oficial.
As operadoras começaram a enviar cartas aos consumidores com data de 31 de julho dando prazos até 19 de agosto ou 25 de agosto para a rescisão do contrato sem qualquer penalização.
As dificuldades no atendimento telefónico começaram no princípio do mês, abrangendo também a NOS. E até quem se deslocava às lojas era encaminhado para os centros de atendimento telefónico. Uma situação que se tem mantido no caso da MEO.
As queixas levaram a DECO a alertar a Anacom e, em simultâneo, a aconselhar os consumidores a fazerem a rescisão por escrito - por correio eletrónico, carta ou fax - tendo disponibilizado um formulário no site (www.deco.proteste.pt). A própria Anacom tem ao dispor um texto que também pode ser entregue nas lojas, devendo ser pedido o carimbo da entrega.
"Desta forma, os consumidores ficam com um comprovativo por escrito", explica ao CM Rita Rodrigues, responsável pelas relações institucionais da DECO.
O CM pediu esclarecimentos à MEO, nomeadamente se ponderava alargar o prazo, mas não obteve resposta.
Portugal aumenta mais do que a UE
Segundo aquela entidade reguladora, os dados do gabinete de estatísticas europeu (Eurostat) revelam que em julho último "o aumento dos preços verificado em Portugal foi de 3,15 pontos percentuais superior à média da União Europeia, em termos anuais".
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