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Bairros rivais na mira da polícia

Condenação de Ruben Moreno a quase 17 anos de prisão pela morte de Eucrides Varela acabou em confrontos violentos. Três polícias ficaram feridos.
16 de Janeiro de 2010 às 00:30
Cinquenta jovens de bairros rivais da Amadora agrediram-se à porta do Campus da Justiça. PSP chamada ao local.
Cinquenta jovens de bairros rivais da Amadora agrediram-se à porta do Campus da Justiça. PSP chamada ao local. FOTO: Pedro Catarino

A confusão instalou-se ontem à porta do Campus da Justiça, em Lisboa, mal se soube da condenação de Ruben Moreno a 16 anos e oito meses de prisão pelo homicídio de Eucrides Varela, em 2008 na Casa Pia. Rapidamente a notícia chegou ao exterior, onde aguardavam os amigos da vítima, vindos do bairro Santa Filomena e prontos a fazer justiça pelas próprias mãos. Do outro lado, moradores do Casal da Mira condenados no mesmo processo apenas a pena suspensa. Mais uma vez o encontro entre os dois bairros rivais da Amadora acabou em confrontos violentos.

Para impedir a repetição, a PSP esteve esta noite de vigia aos dois bairros. 'A PSP está atenta aos locais onde vivem os familiares e amigos das partes envolvidas nos confrontos. Quer com policiamento normal, quer à civil. Pronta a intervir', garantiu a subcomissária Carla Duarte, porta-voz do Comando Metropolitano da PSP de Lisboa.

Ontem, após a leitura do acórdão, quando 15 arguidos – indiciados pelos crimes de participação em rixa e introdução em local vedado ao público e todos condenados com pena suspensa – saíram de sorriso nos lábios, os insultos soaram bem alto. Logo de seguida, ‘voaram’ socos e pontapés dos familiares do jovem morto à facada no colégio da Casa Pia, a 12 de Dezembro de 2008, que não conseguiram conter a fúria perante a provocação.

Os agentes da esquadra do Campus da Justiça foram poucos e não conseguiram controlar a rixa dos mais de 50 jovens que se iam espalhando pela rua, com agressões mútuas. Foi necessário recorrer a uma Equipa de Intervenção Rápida da 2ª Divisão para dispersar os grupos. Da carga policial resultaram cinco feridos, três deles da PSP, que necessitaram de tratamento hospitalar – ficaram com hematomas no corpo e ferimentos nos pés devido a pedradas. Os outros dois feridos, amigos dos arguidos, foram assistidos pelos bombeiros a lesões na cabeça e braços.

O CM sabe que já nos elevadores do tribunal tinha sido necessário a intervenção da polícia para acalmar os ânimos entre arguidos e familiares de Eucrides.

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