Num momento de acentuada tensão na economia mundial, em que as Bolsas registam quebras acentuadas e as instituições financeiras declaram falência ou sobrevivem à custa de processos de nacionalização e injecções de capital, os investidores têm dificuldade em perceber se o seu dinheiro está seguro.<br/><br/>
O turbilhão financeiro começou nos Estados Unidos, mas os efeitos da crise sentem-se já em alguns gigantes da Banca europeia. A dúvida instala-se: qual o próximo banco a declarar falência? A falta de confiança é aliás a principal razão para a crescente falta de liquidez das instituições. E como os bancos evitam fazer empréstimos a outros bancos, as taxas de juro batem, dia após dia, valores recorde. A estratégia está agora em arrecadar dinheiro através da captação de poupanças de novos clientes.
Após um largo período de descrença, com as acções a desvalorizar e as carteiras de fundos a sofrer fortes penalizações, os produtos bancários mais conservadores voltam a representar um sólido refúgio para os aforradores menos arriscados.
Os bancos portugueses têm actualmente mais de 108 mil milhões de euros em depósitos de particulares, um número que, segundo dados do Banco de Portugal, cresceu quase seis por cento desde o início deste ano. Na prática, o valor investido em depósitos cresceu mais de seis mil milhões de euros em apenas sete meses.
Cientes das dificuldades que se têm desenhado desde os primeiros meses do ano, as instituições bancárias têm oferecido propostas cada vez mais aliciantes a quem tem poupanças para aplicar. Curiosamente, dos três bancos consultados pelo CM o Santander Totta – instituição com capitais estrangeiros que salvou recentemente o Bradford & Bingley através da aquisição de todos os seus depósitos – foi aquele que mais cresceu no primeiro semestre do ano.
Segundo dados enviados ao nosso jornal, o Santander cresceu 17,8% em relação ao mesmoperíodode 2007. Já o BES alcançou uma subida de 8,4% nos recursos a prazo, 'com particular expressão nos depósitos a prazo, que registaram um acréscimo de 51,1%'. Quanto à Caixa Geral de Depósitos, a subida dos depósitos foi da ordem dos 6%.
Para a DECO, o sector financeiro atingiu o fim de um ciclo. António Ribeiro, economista da ‘Proteste Poupança’ é o primeiro a admitir que 'se o investidor não quer correr risco o ideal é aplicar o dinheiro em depósitos a prazo'. Isto porque além das sucessivas perdas dos fundos, também os Planos Poupança Reforma (PPR) encontraram em 2007 'o ano menos lucrativo' dos últimos cinco anos.
'Com a subida das taxas de juro, os depósitos a prazo estão a ser remunerados a níveis superiores. Os bancos já dão mais do que a inflação, o que não acontecia há mais de dois anos', diz António Ribeiro, admitindo que 'é provável que os juros continuem a subir nos próximos meses [nos depósitos a prazo], mas de forma moderada'.
Ainda assim, alerta o especialista, a atenção dos aforristas deve serredobrada'nos chamados superdepósitos'. 'Se o produto oferecer muito, o investidor deve desconfiar.' E deixa um exemplo: 'Nos depósitos a 10% e 11%, a designação dá a ideia de uma remuneração muito elevada, mas essa taxa é apenas usufruída no último mês.' Na subscrição de um deste produtos, os investidores 'devem ter em conta os riscos associados à oferta, a forma como é calculado o rendimento e a liquidez', explica o economista.
SEM POUPAR
Apesar da mais-valia que representam agora as aplicações a prazo, muitos portugueses continuam a não guardar dinheiro no final de cada mês.
Dados do INE mostram que a poupança dos portugueses está nos valores mais baixos da última década. Entre 2001 e 2003, as famílias amealhavam entre 10% e 11% do rendimento disponível, um valor que se situa agora entre os 6% e os 7%.
AFORROS PERDEM PARA A BANCA
Os certificados de aforro dos CTT têm registado um elevado aumento dos resgates, fruto das mudanças legais que o Governo levou a cabo e da consequente perda de remuneração dos títulos.
Em Agosto, os portugueses tinham investidos nos certificados de aforro cerca de 17,3 mil milhões de euros. Aliás, a subida dos juros tem beneficiado igualmente a remuneração dos certificados de série C, que este mês têm uma taxa de juro de 4,011%.
MEALHEIRO FICA NO ROUPEIRO
Um aumento de ordenado levou Cristina Santos (nome fictício) a idealizar uma forma de poupar dinheiro sem recorrer à Banca. A escriturária de 30 anos lembrou-se do método usado pelos pais e comprou um cofre onde passou a depositar o aumento. 'Já fiz as contas e até Dezembro devo poupar 450 euros', diz Cristina, que guarda o cofre num roupeiro de casa, em Évora. Para a jovem, esta forma de poupar é mais vantajosa, pois 'além dos custos de manutenção das contas serem menores, quando temos dinheiro existe a tendência de passar o cartão multibanco'.
TÉCNICAS PARA TODOS OS GOSTOS
'ENERGIAS RENOVÁVEIS SÃO ÁREAS PARA APOSTAR' (Luís Evaristo, Empresário)
Guardar dinheiro só se for debaixo do colchão. O dinheiro só não está bem no banco, deve ser investido. Acho que energias renováveis, biodiesel e tecnologias são as melhores áreas para se apostar.'
'NÃO HÁ QUE TER MEDO MAS DEVE HAVER CAUTELA' (José Frazão, Empresário)
Não há que ter medo, mas deve haver cautela, pois o mercado é quase uma roleta-russa. Não é necessário as pessoas venderem as acções para criarem depósitos a prazo a não ser que precisem muito do dinheiro.'
'O MELHOR É NEGOCIAR UMA BOA TAXA' (Abílio Febra, Artista Plástico)
O único aforro que consigo fazer está concentrado num PPR que mantenho com esforço. O melhor é negociar com o banco uma boa taxa para um depósito a prazo, pois já se consegue índices de cinco por cento ao ano.'
'O PAÍS NÃO ESTÁ PARA FAZER INVESTIMENTOS' (Rui Jorge, Agricultor)
Uma conta a prazo que tenho desde há muitos anos tem sido a garantia de recurso numa eventualidade. Não quero aplicar o dinheiro, o País não está para isso. E como nem sequer viajo, fica para quando realmente precisar.'
DICAS PARA POUPAR
1 Não compre coisas de que não precisa
Às vezes temos de conseguir esquecer o refrigerante ou chocolate que trazemos do supermercado. Estes são exemplos de produtos que não trarão grandes custos para as poupanças, mas o raciocínio é o mesmo para os bens de maior valor.
2 Estabeleça metas de poupança a curto prazo
Comece por estabelecer um objectivo fácil de cumprir. Assuma que, no próximo mês, vai poupar pelo menos 5% do ordenado. Retire-o logo no início do mês e, aconteça o que acontecer, não mexa nesse dinheiro. Se o objectivo se cumprir, estabeleça o próximo objectivo.
3 Aplique o dinheiro das poupanças
Deve colocar o dinheiro poupado em depósitos a prazo, poupanças-habitação, poupanças-reforma ou certificados de aforro. Basta que tenha em atenção o risco do investimento que está a fazer e o valor real da retribuição.
4 Mantenha um registo das despesas
Basta apontar todas as despesas e gastos que tem ao longo do mês, com o maior detalhe possível, sem esquecer as pequenas despesas. Isto permite-lhe fazer uma previsão dos gastos mensais.
5 Verifique o que pode cortar nas suas despesas
Há muitos gastos que podem ser suprimidos, desde que haja um controlo apertado das despesas. Suprima os valores mais elevados que não traduzem pagamentos essenciais.
6 Faça um orçamento do mês
Com um controlo de despesas consegue fazer um orçamento mensal. Cada orçamento deve conter uma verba para gastos inesperados. Se não usar esse valor, aplique-o na poupança.
7 Não use cartão de crédito
O cartão de crédito deve ser usado de forma correcta, ou seja, em caso de necessidade, pagando o crédito na totalidade antes de pagar juros. O elevado plafond que os bancos disponibilizam aos clientes faz com que as pessoas se endividem sem noção do risco que correm.
QUEIXAS DOS INVESTIDORES À DECO
ACÇÕES
– Subprime e a sua relação com a queda dos títulos de empresas de sectores que não o financeiro.
– Desvalorização do PSI 20. Perspectivas de compra e venda de títulos.
– Comissões cobradas relativas à guarda e transacção dos títulos.
– Tributação de rendimentos e preenchimento do anexo J.
– Dupla tributação de dividendos.
PPR
– Qualidade da informação prestada pela entidade comercializadora.
– Penalização por resgate antecipado.
– Aquando do resgate dentro das condições, o não cumprimento de prazos estipulados.
– Comercialização de PPR a pessoas na situação de reforma.
– PPR cujo vencimento do contrato ocorre antes da reforma e as devidas implicações fiscais.
FUNDOS
– Qualidade da informação prestada pela entidade comercializadora.
– Condições de resgate.
– Comissões.
ICAE
– Resgate, procedimentos, prazos e cotação das UP.
– Qualidade da informação prestada pela entidade comercializadora.
– Dificuldade na compreensão do funcionamento dos produtos, nomeadamente aquando da existência de pagamento de juros durante a vigência do contrato.
– Dúvidas quanto à garantia do capital (Ex: Produtos postal).
CPH
– Possibilidade de resgatar os montantes cujo benefício usufruído já completou quatro anos.
– Aquando da existência de penalização, dúvidas sobre se a mesma incide sobre todos os montantes da conta ou apenas sobre aqueles cujo benefício fiscal ainda não completou quatro anos.
– Dúvidas quanto ao resgate, dentro dos fins previstos, nomeadamente quais são.
– Dúvidas sobre o modo de declarar e liquidar a penalização.
PRÁTICAS BANCÁRIAS
– Actualizações de valores das taxas Euribor na data da escritura, contrariamente à comunicação previamente enviada ao consumidor.
– Vantagem relativamente a taxas fixas, diferimentos de capital e períodos de carência.
– Confirmação dos valores da TAN, aquando da revisão de taxa.
– Comercialização de produtos financeiros contrários ao perfil do cliente/investidor, sobretudo com prazos muito alargados.
CERTIFICADOS DE AFORRO
– Legalidade das alterações ao Decreto-lei n.º 172-B/86 e posição da DECO/PROTESTE face às mesmas.
– Possível vantagem de resgatar certificados das séries A e B para aplicar na série C.
– Transmissão dos certificados.
– Possível vantagem de resgatar certificados das séries A e B para aplicar em produtos sugeridos pela Banca ou até produtos ICAE sugeridos e comercializados pelos próprios CTT.
NOTAS
GOVERNADOR: REACÇÃO
Os governador do Banco de Portugal deve falar pela primeira vez da crise dos mercados durante a próxima semana, num encontro que reunirá os governadores dos bancos centrais dos PALOP.
CERTIFICADOS: REFORMA
Os certificados de reforma criados pelo Estado além de exigirem um elevado salário para originar o benefício fiscal máximo não garantem o capital investido.
BCE: LEILÕES DE LIQUIDEZ
O Banco Central Europeu (BCE) vai permitir que mais bancos participem nos leilões extraordinários de liquidez a partir de 2.ª feira, de forma a reactivar o mercado de crédito na Zona Euro.
FUNDOS: FASE ARRISCADA
Na actual crise, os primeiros fundos a sofrer perdas foram aqueles ligados ao subprime seguidos dos que investem em entidades que declararam falência.
PERDAS: VARIÁVEIS
Nos fundos, as perdas são variáveis. Contudo, as carteiras tendem a registar rendibilidade negativa. Só são adequados se o afor-rador não precisar agora do dinheiro.
DEPÓSITOS: GARANTIA
Em caso de falência de um banco português, o Fundo de Garantia de Depósitos assegura o valor de cada conta até ao montante máximo de 25 mil euros.
ACÇÕES: INDEMNIZAÇÃO
O Sistema de Indemnização ao Investidor reembolsa, no pior dos cenários, os aforradores até um máximo de 25 mil euros. Cobre obrigações e também acções.
PPR: RESGATES
Os PPR podem incidir em seguros ou fundos. Os PPR-Seguros, se tiverem capital garantido e rendimento mínimo assegurado não representam um risco.
AS MELHORES TAXAS PARA DEPÓSITOS
(1) Só para novos clientes. No vencimento, se nada for ordenado em contrário, o montante será aplicado num depósito a seis meses com taxa indexada à Euribor a 6 meses deduzida de 0,85%
(2) Só para novos clientes
(3) A remuneração é igual à taxa euribor para o respectivo prazo na data de constituição, acrescida de 0,2% (6 meses) ou 0,25% (12 meses)
Fonte: DECO
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