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Idosa burlada em 18 milhões (ACTUALIZADA)

Uma mulher, de 80 anos, residente na Guarda, perdeu em oito anos uma fortuna avaliada em 18 milhões de euros, que amealhou na África do Sul, para onde emigrou ainda jovem. A PJ está a investigar o caso desde finais do ano passado, para encontrar os implicados no desaparecimento dos bens e dinheiro.

07 de outubro de 2009 às 02:00

Fernanda dos Prazeres regressou a Portugal nos anos 80. Segundo o seu sobrinho, Luís dos Prazeres, de 32 anos, a idosa chegou a ter sete apartamentos, quadros valiosos, cofres em bancos com moedas em ouro e diamantes. Mas, a partir de 2001, quando ficou doente, a sua riqueza terá começado a ser movimentada por terceiros.

'Eu vivia em Espanha, vim visitar a minha tia no início do ano passado e encontrei-a acamada, pelo que fiquei com ela', conta Luís dos Prazeres, adiantando que a tia lhe passou uma procuração para gerir os bens. A idosa 'suspeitava que estavam a desaparecer'. Por isso, o sobrinho fez um levantamento do património existente e só encontrou 'uma casa e 11 mil euros num banco'.

Segundo o sobrinho, a PJ avaliou 70 moedas em ouro e 650 gramas de diamantes polidos – que estavam guardados num cofre bancário e agora não se sabe o seu paradeiro – em 10 milhões de euros. Os restantes oito milhões referem-se a dinheiro levantado ou transferido para contas que a idosa não controlava, certificados de aforro resgatados – acerca dos quais as autoridades têm dúvidas sobre as assinaturas dos documentos – e apartamentos que saíram da posse da legítima proprietária.

ESTÁ SEM PENSÃO DE 400 EUROS

Luís dos Prazeres tem fotocópias de documentos, guardados por terceiros, com registos de valores em certificados de aforro superiores a 500 mil euros que desapareceram nos últimos anos. Por exemplo, a 25 de Junho de 2003, entre as 15h48 e as 15h59, foram feitas quatro transferências de certificados para uma conta num banco da qual a tia não é titular. 'Num papel aparece também que a minha tia levantou, em numerário, quase 350 mil euros', conta o sobrinho, adiantando que 4500 euros mensais saíram de duas contas, entre 2001 e 2007, para outra, já congelada pelas autoridades. Agora, a idosa, que está num lar, recebe uma pensão, com um complemento solidário para idosos, de 400 euros, 'confiscada' pelas Finanças – que está a cobrar dívidas de IMI sobre bens que ela não possui. Para pagar as contas, tem uma casa, com 800 m2, à venda por meio milhão de euros, em Portimão.

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