O resultado das perícias enviadas para o laboratório inglês é fundamental para a investigação. Antes de confirmar se, efectivamente, se trata de vestígios de Madeleine, os investigadores, que nos últimos dias regressaram em força ao Algarve, continuam a fazer diligências que poderão vir a ser decisivas, mas os resultados práticos da investigação apenas podem vir a aparecer depois de verificados os dados científicos ainda desconhecidos.
Ontem, Alípio Ribeiro, director nacional da Polícia Judiciária (PJ), reforçou também essa tese, tendo assegurado, em declarações à agência Lusa, que o caso está longe de estar esclarecido. “Há novos elementos na investigação mas ainda não sabemos aonde estes nos irão conduzir”, disse o responsável, considerando, por isso, que a PJ “está longe de esclarecer o caso” do desaparecimento da menina inglesa, de quatro anos, ocorrido a 3 de Maio passado, de um apartamento turístico da Praia da Luz, no Algarve.
Nas mesmas declarações, o director nacional da PJ revelou ainda que “houve uma evolução na investigação (com a recolha de vestígios de sangue e o facto de um dos cães ter detectado o cheiro de um cadáver), não estando, contudo, ainda bem claro em que sentido” se irá desenvolver a investigação da Polícia portuguesa. Alípio Ribeiro sublinha que “a PJ tem desenvolvido, desde o início deste caso, uma investigação séria, empenhada e dedicada, e tem investido o melhor dos seus meios humanos e técnicos”. E referiu a “excelente cooperação policial e técnica da polícia inglesa”.
EXAMES MOROSOS
Só no final da próxima semana é que as autoridades acreditam poder ter na sua posse os resultados dos exames. A mancha de sangue recolhida no quarto de onde Madeleine desapareceu estava incrustada numa parede que já tinha sido lavada. Não era visível a olho nu, o que dificulta a extracção do ADN. E leva a que os investigadores nem sequer consigam garantir que o mesmo será possível de definir, dado o nível de contaminação a que terá sido sujeito.
Entretanto, o envio das amostras para Inglaterra está a provocar mal-estar no Instituto de Medicina Legal de Lisboa. Os parceiros de eleição da PJ para a análise da prova científica não percebem o que aconteceu para que, neste momento, não lhes tivesse sido solicitada ajuda. E contestam também que os exames tenham sido enviados para Inglaterra quando em Portugal é possível fazer a extracção e a quantificação dos perfis genéticos.
De acordo com o que o Correio da Manhã apurou, a Polícia Judiciária continua a evitar a nomeação de suspeitos. Confirmado apenas está o facto de a nova linha de investigação ter apontado para a morte da criança ainda no apartamento. Paralelamente, as restantes não foram abandonadas. Nestes últimos três meses, os investigadores sabem que apostar tudo num só caminho poderá ser prejudicial, tanto mais que muitas das pistas já seguidas – e que implicaram grandes investimentos – acabaram por revelar-se infrutíferas.
NOVO CAAL NO YOUtUBE PROJECTA CAMPANHA
O International Centre for Missing and Exploited Children, em colaboração com a campanha Find Madeleine e o Google, lançou ontem um canal no YouTube – dontyouforgetaboutme – dedicado à causa das crianças desaparecidas.
O canal entrou on-line ao princípio da tarde e cerca das 20h00 o vídeo de entrada, uma apresentação feita por Ernie Allen, presidente do ICMEC, já tinha sido visto por mais de 28 mil pessoas. O vídeo dos McCann – uma série de imagens de Madeleine com a música que dá nome ao canal – superava os 25 mil visionamentos e tinha 69 comentários, todos a apelar ao regresso da menina. O vídeo com o depoimento da primeira-dama dos EUA, Laura Bush, tinha sido visto por 2095 pessoas.
CADELA NUM CASO DE 1991
‘Keela’ entrou ao serviço da polícia de South Yorkshire em Abril de 2005. Em missão custa mais de 800 euros por dia. É especialista em detectar vestígios de sangue e descobriu uma amostra no apartamento de Madeleine.
Em Junho farejou uma casa, em Bathgate, onde viveu Peter Tobin, condenado em Abril pelo homicídio sexual da estudante polaca Angelika Kluk. A cadela também encontrou vestígios para o caso de Vicky Hamilton, adolescente desaparecida há 16 anos.
LABORATÓRIO DE TOPO
Os vestígios de sangue recolhidos no apartamento de onde desapareceu Maddie estão a ser analisados num laboratório de Birmingham especializado em investigações forenses.
É aí a sede do Forensics Science Service (FSS), organismo que faz análises científicas para as polícias britânicas. Os técnicos têm uma larga experiência de colaboração com forças policiais estrangeiras, incluindo acções de formação noutros países. O FSS já contribuiu para 130 mil investigações.
O CASO VISTO EM INGLATERRA
DAILY MAIL
O jornal revela que a Polícia portuguesa “lança caça a misterioso homem inglês”. Este indivíduo terá estado de férias na Praia da Luz ao mesmo tempo que os McCann.
THE TIMES
O diário refere que Robert Murat vai deixar de ser suspeito no desaparecimento de Maddie, tendo em conta que “a Polícia falhou” na tentativa de encontrar provas contra ele.
SKY NEWS
Philomena McCann, tia de Maddie, disse a este canal que é necessário manter a campanha para encontrar a sobrinha e deixou-lhe uma mensagem: “Mantém a força.”
DAILY MIRROR
Kate e Gerry McCann ficaram indignados pelo facto de a creche onde estão os gémeos Sean e Amelie lhes ter pedido que tirem de lá os filhos, diz o tablóide.
100 DIAS
Na Praia da Luz, Kate e Gerry McCann assinalam os 100 dias do desaparecimento de Madeleine com uma missa na igreja local.
CAVALOS
Nas corridas de cavalos de Ascot, o jockey Frankie Dettori vai usar uma ‘t-shirt’. Em Liverpool, os pais de Kate vão distribuir ‘flyers’.
FUTEBOL
Um vídeo vai ser exibido antes do início de todos os jogos da Premier League. Em Glasgow, um tocador de flauta interpreta uma canção.
GÉMEOS PROTEGIDOS
“É preciso que os nossos filhos mantenham as suas rotinas e o seu desenvolvimento normal”, alertou a mãe de Maddie, pedindo respeito pela vida privada.
CASAL RECEBE LICENÇA
Sem trabalharem há três meses, Kate e Gerry têm sobrevido com o dinheiro que recebem da licença “há mais de um mês” e do fundo criado para encontrar a filha.
CÃES VOLTAM A INGLATERRA
Os springer spaniel ‘Eddie’ e ‘Keela’ regressaram a Inglaterra, terminando a participação nas buscas no âmbito do caso Madeleine no Algarve.
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