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Polícia descobre uma parede falsa

Na casa do ex-polícia, que terá executado e esquartejado Eliza Samúdio, foi detectada uma divisória dissimulada e “odor desagradável”.
15 de Julho de 2010 às 00:30
Bruno está preso em Minas Gerais
Bruno está preso em Minas Gerais

A polícia de Minas Gerais descobriu ontem uma parede falsa na casa do ex--polícia Marcos Santos, o ‘Bola’, acusado de ter estrangulado e esquartejado Eliza Samúdio, ex--amante de Bruno, guarda-redes do Flamengo. Os investigadores suspeitam de que possam estar ali restos mortais da vítima que alegadamente terá sido executada, esquartejada e lançada a cães rottweiler, de acordo com a testemunha-chave do caso, um rapaz de 17 anos, primo de Bruno, já incriminado.

Segundo informações oficiosas da polícia, cães-pisteiros levaram os agentes ao cimo da escada da casa de ‘Bola’, na cidade de Vespasiano, e técnicos de uma universidade local, usando um radar especial, verificaram que ali existe uma parede oca. As primeiras perfurações libertaram um odor muito forte e desagradável, mas ontem à noite não havia ainda qualquer confirmação de que se tratava realmente do que restou do corpo da modelo, que terá sido morta por ordem de Bruno, a quem exigia o reconhecimento do filho.

Numa outra frente da investigação, agentes encontraram novos vestígios na casa de campo de Bruno, em Esmeraldas, na mesma região da casa do ex-polícia. Os investigadores não divulgaram que tipo de indícios foram detectados, mas peritos criminais foram chamados, juntando-se a dezenas de polícias e bombeiros que vasculhavam a casa do futebolista.

Entretanto, o magistrado que incriminou o primo de Bruno por rapto, homicídio e ocultação de cadáver, decretou a sua prisão num estabelecimento para menores, durante 45 dias, prazo findo o qual decidirá a sentença definitiva. Por ter menos de 18 anos, o jovem não passará mais do que três anos preso, ao contrário dos demais suspeitos, num total de nove, que, se forem condenados, poderão apanhar até 56 anos de prisão.

CHEFE DA INVESTIGAÇÃO SOB SUSPEITA

O chefe da Divisão de Homicídios de Minas Gerais, Edson Moreira, 51 anos, que nos últimos dias se transformou numa espécie de ‘pop star’ mediática e dá como certa a culpa de Bruno, é, também ele, um suspeito. Moreira está sob denúncia de corrupção, desvio de verbas e facilitação de fuga de presos. A polícia mineira chegou a abrir uma investigação interna, mas o delegado recorreu à Justiça para parar os processos. Ele afirma que as acusações são fruto da inveja que o seu trabalho suscita e da revolta de polícias que expulsou da corporação.

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