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Triplo homicida caçado pelo SEF

Joaquim Tiago executou a tiro irmão e dois primos, no Brasil, e escondeu-se na Costa da Caparica, há quatro anos. Estava ilegal mas tinha trabalho.
6 de Março de 2011 às 00:30
Investigação do SEF dos últimos dias levou anteontem à detenção do suspeito num restaurante na Costa da Caparica
Investigação do SEF dos últimos dias levou anteontem à detenção do suspeito num restaurante na Costa da Caparica FOTO: A-gosto.com

Foragido do Brasil por crimes de roubo e triplo homicídio, em que executou a tiro dois primos e um irmão, Joaquim Tiago Silva, imigrante ilegal de 26 anos, encontrou refúgio tranquilo na Costa da Caparica, em Almada.

Procurado no seu país, passou os últimos quatro anos na Margem Sul, depois do crime em Governador Valadares, Minas Gerais, até que o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras o apanhou anteontem, num restaurante.

O triplo homicida tinha trabalho, vivia com a namorada, também brasileira, 40 anos, mas estava ilegal e não escapou à investigação do SEF. Ontem já tinha sido levado num avião de volta ao Brasil, onde o esperava a polícia. Era procurado no seu país, mas não havia mandado de detenção internacional: nos últimos dias, levantou suspeitas ao SEF, que pediu informações para o Brasil.

Uma discussão por causa da companheira levou-o a matar dois primos e o irmão, há quatro anos. Joaquim é amigo de outros dois brasileiros, também escondidos na Caparica e detidos em Novembro, por suspeitas de envolvimento na morte de um jovem de 17 anos, abatido com dois tiros em Minas Gerais.

SEM PEDIDO DE CAPTURA INTERNACIONAL

Quando os inspectores do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras começaram a investigar Joaquim Tiago da Silva por estar ilegal no nosso país, estavam longe de imaginar os crimes violentos que lhe estavam associados. Ao entrarem em contacto com as autoridades brasileiras aperceberam-se de que estavam perante um homicida – procurado por três crimes de homicídio e um de roubo. No entanto, sobre ele não recaía qualquer mandado de detenção internacional. O SEF esteve durante vários dias a vigiá-lo e, na manhã de anteontem, avançou de surpresa para detenção.

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