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Zeca Afonso: ELA calou o músico há 30 anos

Em 1987, a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) levou Zeca Afonso, depois de cinco anos de sofrimento. Doentes e médicos contam como se vive com uma doença ainda hoje implacável.

19 de fevereiro de 2017 às 01:30

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Zeca Afonso, 25 de Abril, Revolução dos Cravos, Cine Teatro Grandolense,  Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense
Zeca Afonso, 25 de Abril, Revolução dos Cravos, Cine Teatro Grandolense, Sociedade Musical Fraternidade Operária Grandolense D.R.
Zeca Afonso em 1985. Nos concertos de 1983, nos coliseus de Lisboa e Porto, estava no início da doença
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A 25 de maio de 1983, Zeca Afonso apresentou-se pela última vez em público, no palco de um Coliseu do Porto vergado à sua voz que cantava ‘… Água das fontes calai, ó ribeiras chorai, que eu não volto a cantar’, uma ‘Balada de Outono’ que hoje soa profética. A voz do cantor e símbolo da revolução de Abril já era frágil e o corpo respondia com dificuldade, apesar dos seus 53 anos. Um ano antes tinham começado os sintomas da doença que o levaria a 23 de fevereiro de 1987 – cumprem- -se agora três décadas – a Esclerose Lateral Amiotrófica, vulgarmente abreviada para ELA, uma sigla que não diminui em nada o sofrimento daqueles que com ela se cruzam. É uma doença neurológica degenerativa, progressiva e rara. Na ELA, os neurónios motores (cabos elétricos) que conduzem a informação do cérebro aos músculos do nosso corpo, passando pela medula espinhal, morrem precocemente.

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