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Correio da Manhã

Insólitos

Cadela confiscada e vendida na net por dívida fiscal de família

Nova dona apresentou queixa por o animal ter várias doenças. Antigos proprietários de Edda estão inconsoláveis.
28 de Fevereiro de 2019 às 18:24
Cadela da raça pug
Cadela da raça pug
Cadela da raça pug
Cadela da raça pug
Cadela da raça pug
Cadela da raça pug

A cadela Edda fez estalar uma acesa polémica na cidade de Ahlen, na Alemanha. O animal, da raça pug, está no epicentro de dois casos legais consecutivos que deixam as autoridades municipais em maus lençóis.

O primeiro episódio aconteceu em dezembro, quando apareceu no site de vendas E-bay o anúncio de venda de Edda. Mas o estranho é a forma como a cadela - de nome completo Edda von Kappenberger See - lá foi parar.

É que a família a quem o cão pertencia, um casal com três filhos, de cinco, sete e nove anos tinha por pagar vários imposto municipais, incluindo, veja-se a ironia, o imposto sobre cães que vigora na alemanha. Os serviços municipais avaliaram em novembro os bens da família e ainda ponderaram confiscar a cadeira de rodas usada pelo pai, que sofreu um acidente de trabalho que o deixou incapacitado. Mas o aparelho não pertence ao homem e os fiscais tiveram de procurar outro bem de valor.

Chegaram então à conclusão que a cadela Edda era o bem mais valioso da família e o animal foi confiscado. Daí a ser posto um anúncio de venda online, foi um pequeno passo, conta a BBC, citando a imprensa alemã.

Nova dona processa município
Cosnumada a venda, em dezembro último, acontece o segundo percalço da história. A compradora da cadela foi uma agente da polícia, chamada Michaela Jordan. Esta conta que estranhou o preço de licitação ser de 750 euros por um cão de uma raça que, normalmente, custa entre 1500 a 2000 euros. 

A agente policial percebeu, da pior forma, porque é que Edda foi tão barata. É que a cadela tem vários problemas de saúde. Desde dezembro, já foi operada por quatro vezes por causa de uma doença nos olhos. Acabou por gastar 1800 euros em despesas de saúde e agora está a processar o município de Ahlen, reclamando a verba que gastou com a cadela.

O jornal local Ahlener Tageblatt descobriu a dona original da cadela, que deu conta do seu desalento por ter perdido o animal, de quem os filhos têm muitas saudades. Ainda assim, mostrou-se satisfeita por saber que Edda "está em boas mãos".

As autoridades locais defendem-se dizendo que a atuação do município foi perfeitamente legal e que confiscar um animal valioso é uma prática aceite para cobrar uma dívida. Ainda assim, o porta-voz da câmara diz que o caso está a ser investigado, para se perceber se foi cometida alguma irregularidade.

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