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"Tinha uma grande necessidade de mostrar que era melhor do que os outros": antigo colega recorda Cláudio Valente

Filipe Moura relata uma constante "atitude desagradável" por parte do suspeito do homicídio de Nuno Loureiro, com quem também teve aulas no Instituto Superior Técnico de Lisboa.

19 de dezembro de 2025 às 22:34
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'Tinha uma grande necessidade de mostrar que era melhor do que os outros': antigo colega recorda Cláudio Valente

"O Cláudio era obviamente um dos melhores, mas na aula tinha uma grande necessidade de se destacar e mostrar que era melhor do que os outros": é assim que Filipe Moura começa por descrever Cláudio Valente, o suspeito do ataque à Universidade de Brown e do homicídio do físico português Nuno Loureiro. Tendo sido colega de ambos no curso de Engenharia Física Tecnológica no Técnico de Lisboa, Filipe Moura relata nas redes sociais a relação que Cláudio, de quem foi mentor, tinha com os restantes colegas, revelando uma atitude "desagradável" e uma "grande necessidade de se destacar" perante os restantes.

"O curso de Engenharia Física Tecnológica costuma ter alunos muito bons, mas aquele ano do Cláudio (e do Nuno Loureiro e outros) foi particularmente bom", conta numa publicação feita no Facebook. "No início, ele gosta de ensinar bons alunos, mas a atitude do Cláudio era desagradável, muitas vezes envolvendo-se em discussões com colegas que ele não considerava tão brilhantes quanto ele (e que provavelmente não eram - mas eram seus colegas e tinham todo o direito de estar lá)", pode ler-se. 

Filipe Moura aponta que a "memória de dar aulas" a Cláudio Valente não é "das melhores", referindo "excentricidades totalmente desnecessárias" por parte do agora suspeito identificado pelas autoridades norte-americanas. Mesmo assim, o investigador na área da física e informação quântica revela ter mantido contacto com Cláudio Valente durante três anos, durante o resto do recurso no Instituto Superior Técnico e o início do doutoramento na Universidade de Brown. " Troquei muitos e-mails com ele na época e vi que ele mantinha a mesma atitude de manter conflitos desnecessários com colegas na aula, que ele novamente considerava muito menos capazes que ele", conta. 

"Percebi que ele não estava a gostar de estar na Universidade Brown, mas tentei convencê-lo de que isso seria uma fase inicial, um choque cultural", escreve Filipe Moura, mas sem efeito. "Cláudio achava que nada disso valia a pena, que era uma perda de tempo e que os outros eram todos incapazes. E desistiu do doutorado ao fim de um ano."

Da última vez que Filipe Moura teve contacto com Cláudio Valente, este tinha regressado a Portugal e estava a trabalhar como cientista informático no portal SAPO. "Nunca mais tive notícias dele até hoje. Nunca esperei que ele fosse capaz de tal coisa", finaliza. 

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