Oito anos antes do 11 de Setembro, terroristas das Al-Qaeda atacaram o World Trade Center.
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Na tarde de 26 de fevereiro de 1993, uma célula de extremistas da Al-Qaeda levou até ao coração de Nova Iorque, nos Estados Unidos, uma bomba de grandes dimensões, com o objetivo de destruir as Torres Gémeas do World Trade Center (WTC). Seis pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas.
Pouco depois do meio-dia, o engenho explodiu na garagem subterrânea de um dos edifícios, abrindo uma cratera com quase 30 metros diâmetro e vários pisos de profundidade. Seis pessoas morreram e mais de mil ficaram feridas, enquanto o fumo subiu até ao 46.º dos 110 andares das Torres Gémeas.
O atentado foi executado por uma célula de militantes islamistas ligada a Ramzi Yousef que, de acordo com o FBI, é considerado o principal responsável pelo plano. Entre os envolvidos estavam Mohammad Salameh, Nidal Ayyad, Mahmoud Abouhalima, Ahmed Ajaj, Eyad Ismoil e Abdul Rahman Yasin.
A investigação começou por encontrar as primeiras pistas nos próprios destroços, até chegar à carrinha usada para transportar a bomba. A partir desse veículo, os investigadores chegaram a Salameh e, depois, aos restantes elementos da célula. A 4 de março de 1993, Salameh foi detido quando tentava recuperar 400 dólares (342 euros) que tinha pago como caução pelo aluguer da carrinha.
A investigação revelou ainda o apartamento onde a bomba tinha sido preparada e um armazém com produtos químicos perigosos. Mohammad Salameh, Nidal Ayyad, Mahmoud Abouhalima e Ahmed Ajaj foram posteriormente condenados a prisão perpétua.
Eyad Ismoil, que conduziu a carrinha usada no atentado, fugiu para a Jordânia, mas foi capturado em 1995, extraditado para os Estados Unidos e condenado a 240 anos de prisão. Já Abdul Rahman Yasin, apontado como um dos envolvidos na preparação da bomba, fugiu para o Iraque e nunca chegou a ser julgado nos Estados Unidos. Continua na lista de procurados do FBI.
Mas o atentado de 1993 era apenas o início. Ramzi Yousef continuou em liberdade e planeou novos ataques contra alvos norte-americanos, incluindo uma operação para fazer explodir simultaneamente vários aviões comerciais. No entanto, acabou capturado no Paquistão, em fevereiro de 1995, e levado para os Estados Unidos, onde foi condenado a prisão perpétua.
11 de Setembro, 25 anos depois: vídeo mostra momentos do atentado às Torres Gémeas
AP
Durante a investigação das autoridades, surgiu um detalhe particularmente perturbador. Yousef queria que a explosão da bomba derrubasse uma das Torres Gémeas e que a queda atingisse a segunda. O plano falhou em 1993 mas, oito anos depois, a Al-Qaeda regressaria para concretizar uma versão ainda mais devastadora dessa ideia.
A 11 de setembro de 2001, uma célula de 26 terroristas - comandada com mão de ferro por Osama bin Laden - infiltrou-se nos Estados Unidos para executar uma carnificina suicida sem precedentes. Os terroristas assumiram o controlo de quatro voos comerciais, que fizeram colidir contra as duas torres do World Trade Center e contra o Pentágono, onde morreram quase três mil pessoas. O quarto avião foi desviado pelos passageiros para um campo na Pensilvânia, acredita-se que o objetivo dos terroristas a bordo era fazer colidir o avião contra a Casa Branca ou o Capitólio, no coração da capital dos Estados Unidos.
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