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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Iniciativa Liberal propõe residência quando acabar Hospital do Espírito Santo de Évora

Medida pretende atrair investimento e fixar jovens qualificados.

02 de outubro de 2025 às 14:36

O cabeça de lista da Iniciativa Liberal (IL) à Câmara de Évora, Fábio Cabaço, propôs esta quinta-feira a readaptação a residência universitária e casas de função do edifício do Espírito Santo, quando deixar de funcionar como hospital.

O programa defende que "o edifício do Hospital do Espírito Santo seja readaptado, quando deixar de ser utilizado, e passe a ser uma residência universitária e, ao mesmo tempo, casas de função", disse à agência Lusa o candidato liberal.

À margem de uma conversa informal com alunos da Universidade de Évora (UÉ), na qual participou a presidente da IL, Mariana Leitão, na cidade alentejana, Fábio Cabaço explicou à Lusa tratar-se de uma das medidas sugeridas pela candidatura para atrair investimento e fixar jovens qualificados.

"Os jovens o que precisam é de sentir que têm condições em Évora. E trazer o investimento para Évora é trazer-lhes bons empregos para que possam estabelecer-se aqui no concelho e criarem o seu núcleo familiar", defendeu.

A readaptação do edifício do Hospital do Espírito Santo de Évora (HESE), quando o novo Hospital Central do Alentejo (HCA) estiver construído e a funcionar, é "uma medida específica para os jovens e para a fixação de profissionais de saúde", argumentou.

"[Se] queremos ter bons médicos em Évora, bons auxiliares de saúde, bons enfermeiros, precisamos de criar condições para que eles se consigam fixar no nosso concelho", reforçou, defendendo igualmente o avanço de loteamentos municipais.

Durante a tertúlia com mais de 30 estudantes da universidade alentejana, distribuídos por mesas na esplanada do espaço onde funciona a sede e o bar da Associação Académica da Universidade de Évora (AAUÉ), os jovens colocaram diversas perguntas à presidente da IL e ao candidato autárquico à Câmara de Évora.

A importância dos estudantes universitários para a cidade ou a falta de perspetivas de, terminados os cursos, conseguirem encontrar emprego em Évora ou no Alentejo foram alguns pontos aludidos.

A presidente da AAUÉ, Ana Beatriz Calado, foi uma das estudantes que intervieram, destacando "o rácio negativo" em termos de camas para os alunos universitários na cidade, em comparação com Beja e Portalegre, que possuem institutos politécnicos.

Se os alunos da UÉ se conseguissem fixar em Évora, a cidade poderia ter não 50 mil habitantes, mas "chegar aos 100 mil", defendeu, manifestando ainda receio de que a Capital Europeia da Cultura Évora 2027 seja "uma oportunidade perdida".

Além de Fábio Cabaço, concorrem à Câmara de Évora João Oliveira, pela CDU (coligação PCP/PEV), Carlos Zorrinho, pelo PS, Henrique Sim-Sim, pela coligação PSD/CDS-PP/PPM, Florbela Fernandes, do Movimento Cuidar de Évora (MCE), Pedro Ferreira, do Bloco de Esquerda, e Ruben Miguéis, pelo Chega.

O atual executivo municipal, liderado por Carlos Pinto de Sá (CDU), a cumprir o seu terceiro e último mandato, é composto por dois eleitos da CDU, dois do PS, dois do PSD e um do MCE, mas a mesa da assembleia municipal está nas mãos dos socialistas.

As eleições autárquicas estão marcadas para o dia 12 deste mês.

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