Guarda prisional pesquisou nome de Epstein no Google minutos antes do corpo do predador sexual ser encontrado na cela

Tova Noel fez ainda um depósito em dinheiro de mais de quatro mil euros 10 dias antes do suicídio do predador sexual.

11 de março de 2026 às 11:23
Jeffrey Epstein Foto: Direitos reservados
Tova Noel Foto: Craig Ruttle/AP

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Tova Noel, uma das guardas prisionais onde Jeffrey Epstein estava a cumprir pena, pesquisou o nome do predador sexual no Google minutos antes do corpo ser encontrado. A guarda fez ainda um depósito em dinheiro de mais de quatro mil euros 10 dias antes do suicídio de Epstein, revelaram novos documentos do Departamento de Justiça.

De acordo com um registo do FBI, a guarda pesquisou no Google, duas vezes, "últimas notícias sobre Epstein na prisão", uma às 5h42 e novamente às 5h52, menos de 40 minutos antes do seu colega encontrar Epstein enforcado na cela, às 6h30 do dia 10 de agosto de 2019, avança o New York Post.

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No início do turno, Tova Noel, de 37 anos, comprou móveis online e dormiu uma sesta no trabalho em vez de fazer verificações obrigatórias a Epstein a cada 30 minutos. 

Quando questionado durante o seu depoimento, em 2021, a guarda negou ter pesquisado o predador sexual no Google. "Não me lembro de ter feito isso", afirmou.

Tova Noel alegou ainda aos investigadores que todos na prisão federal de Manhattan, nos EUA, deixaram de fazer as rondas e falsificaram registos sobre isso.

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Tanto Noel como o colega que encontrou Epstein morto foram despedidos, no entanto, as acusações criminais contra ambos foram posteriormente retiradas. 

Durante as investigações do FBI foram ainda sinalizados depósitos em dinheiro na conta de Tova Noel. O banco informou que os depósitos começaram em abril de 2018 e culminaram no maior de todos, a 30 de julho de 2019, no valor de mais de 4 mil euros. Os 12 depósitos registados totalizaram um valor de mais de 10 mil euros, explica o New York Post.

Um relatório interno do FBI, divulgado também nos arquivos do Departamento de Justiça, revela que existiam suspeitas de que a guarda prisional era a misteriosa figura cor de laranja que surge nas imagens de videovigilância, junto da cela de Epstein, por volta das 22h40 daquela noite. 

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“Por volta das 22h40, um agente penitenciário, que se acredita ser Tova Noel, carregou lençóis ou roupas até à Ala L, sendo esta a última vez que um agente penitenciário se aproximou da única entrada para a Ala de Segurança Máxima”, escreveu a agência. Epstein, aparentemente, enforcou-se com tiras de tecido laranja.

No depoimento, Noel disse aos investigadores que viu Epstein vivo pela última vez "por volta das 22 horas" e que "nunca distribuía lençóis, nunca" ou roupas para os detidos porque isso já teria sido feito no turno anterior.

Segundo colaboradores da prisão, a entrada de um funcionário sozinho na área da cela de Epstein seria uma violação das normas.

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