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Brigadas Hezbollah no Iraque exigem saída de tropas dos EUA

Brigadas Hezbollah são a ponta de lança da Resistência Islâmica no Iraque, uma rede xiita aliada do regime de Teerão.

17 de março de 2026 às 23:47

Bagdade, 17 mar 2026 (Lusa) - As Brigadas Hezbollah (Kataib Hezbollah), influente grupo armado pró-iraniano no Iraque, afirmaram hoje que "não haverá segurança" no país até à saída de todas as tropas norte-americanas.

"A presença americana malévola é a causa principal da instabilidade no Iraque, e não haverá segurança até que o último soldado estrangeiro deixe o território iraquiano", afirmou o novo "chefe de segurança" do grupo, Abu Mujahid al-Assaf, em comunicado.

Designadas como grupo terrorista por Washington, as Brigadas Hezbollah são a ponta de lança da Resistência Islâmica no Iraque, uma rede xiita aliada do regime teocrático de Teerão.

Desde o início da atual guerra, reivindicaram a autoria de dezenas de ataques com 'drones' e 'rockets' contra bases que albergam tropas norte-americanas ou instalações petrolíferas neste país e no Médio Oriente.

As posições da milícia xiita têm sido alvo de ataques atribuídos a Washington ou a Israel.

Também hoje, as Brigadas Hezbollah anunciaram que o porta-voz e chefe de segurança do grupo, Abu Ali al-Askari, foi morto.

Abu Ali al-Askari "morreu mártir", segundo um comunicado do grupo, assinado pelo seu líder, Abu Hussein al-Hamidawi, em plena guerra no Médio Oriente, desencadeada em 28 de fevereiro por uma ofensiva aérea dos Estados Unidos e Israel contra o Irão, que respondeu com ataques contra os países vizinhos da região, incluindo o Iraque.

Um responsável de segurança disse à agência France-Presse (AFP) que Abu Ali al-Askari foi o comandante morto no sábado num ataque aéreo no bairro residencial de Arassat, em Bagdad.

Foi substituído como chefe de segurança por Abu Mujahid al-Assaf, de acordo com o comunicado do grupo.

A ofensiva norte-americana-israelita contra o Irão foi justificada com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, Teerão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Desde o início do conflito, foram contabilizados no Irão pelo menos 1.348 civis mortos - entre os quais o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei - e mais de 10.000 civis feridos.

A organização não-governamental norte-americana Human Rights Activists News Agency (HRANA) indicou, a 11 de março, que mais de 1.825 pessoas foram mortas, quase 1.300 das quais civis, incluindo pelo menos 200 crianças.

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