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Chefes da diplomacia chinesa e russa pedem "cessar-fogo imediato" no Médio Oriente

Ministro chinês lamentou ainda que "a situação no Médio Oriente continue a deteriorar-se e os combates se intensifiquem".

06 de abril de 2026 às 07:35

O ministro chinês dos Negócios Estrangeiros, Wang Yi, manteve este domingo uma conversa telefónica com o homólogo russo, Serguei Lavrov, na qual ambos defenderam "um cessar-fogo imediato" no Médio Oriente e o diálogo para resolver o conflito.

Wang indicou que "a China sempre defendeu a resolução política de questões internacionais e regionais críticas através do diálogo e da negociação", de acordo com um comunicado publicado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês.

O diplomata chinês lamentou ainda que "a situação no Médio Oriente continue a deteriorar-se e os combates se intensifiquem".

Wang afirmou que "a China está disposta a continuar a cooperar com a Rússia no Conselho de Segurança da ONU, a comunicar oportunamente sobre assuntos importantes e a envidar esforços para reduzir a tensão e salvaguardar a paz e a estabilidade regionais".

"A solução fundamental para o problema da navegação no Estreito de Ormuz é um cessar-fogo imediato e a cessação das hostilidades", acrescentou o ministro chinês, que indicou que o seu país "sempre defendeu a resolução política de questões críticas internacionais e regionais através do diálogo e da negociação".

Por seu lado, Lavrov declarou que "a Rússia está extremamente preocupada com a contínua escalada da situação no Médio Oriente", de acordo com o comunicado do ministério chinês dos Negócios Estrangeiros.

O diplomata russo afirmou que "as operações militares devem cessar imediatamente e que o conflito deve regressar à via política e diplomática para abordar as suas causas profundas", para o que, na opinião do chefe da diplomacia russa, o Conselho de Segurança da ONU "deve desempenhar um papel construtivo".

O conflito opõe, desde o final de fevereiro, o Irão a Israel e aos Estados Unidos, numa escalada que incluiu ataques a infraestruturas energéticas e afetou o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, por onde transita, em circunstâncias normais, cerca de 20% do petróleo mundial e cerca de 45% das importações energéticas da China.

A China tem condenado repetidamente os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão, mas também tem sublinhado a necessidade de se "respeitar a soberania" dos Estados do Golfo, com os quais mantém laços políticos, comerciais e energéticos estreitos e que têm sido alvo de ataques iranianos.

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