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Cotação do Brent para entrega em setembro sobe 3,01% após ataques no Estreito de Ormuz

Catar e a Arábia Saudita acusaram esta segunda-feira o Irão de fazer novos ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz, apesar da trégua em vigor, que contempla a reabertura e o trânsito seguro por esta via.

07 de julho de 2026 às 21:41

A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em setembro terminou esta segunda-feira no mercado de futuros de Londres em alta de 3,01%, para os 74,16 dólares, no seguimento de novo ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz.

O crude do Mar do Norte, de referência na Europa, terminou a sessão no Intercontinental Exchange a cotar 2,17 dólares acima dos 71,99 com que fechou as transações na segunda-feira.

O Catar e a Arábia Saudita acusaram esta segunda-feira o Irão de fazer novos ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz, apesar da trégua em vigor, que contempla a reabertura e o trânsito seguro por esta via.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE) saudita expressou, em comunicado, "a mais enérgica condenação pelo ataque da República Islâmica do Irão contra o petroleiro saudita Widian, quando passava pelo Estreito de Ormuz, e pelo ataque ao petroleiro catari Al-Rukayyat".

Antes, o porta-voz do MNE do Catar, Majed al Ansari, escreveu nas redes sociais que o Irão era "plenamente responsável, sob o ponto de vista jurídico" do ataque ao Al-Rukayyat "e dos estragos e consequências que causar".

A analista Fawad Razaqzada, da StoneX, escreveu esta segunda-feira no seu boletim que as informações sobre os ataques a petroleiros "recordam que os riscos políticos no Médio Oriente ainda estão muito longe de estarem resolvidos".

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