Israel vai a eleições legislativas a 27 de outubro.
Os ataques do Hamas em 07 de outubro de 2023 em Israel lançaram uma vaga de conflitos que atingiu desde logo a Faixa de Gaza e a Cisjordânia, mas também vários países do Médio Oriente até chegar ao Irão.
Durante a devastadora campanha israelita de resposta aos islamitas no enclave palestiniano, a guerra atraiu os aliados do Irão no Médio Oriente, o chamado “Eixo da Resistência” que também integra o Hamas, arrastando vários países da região, a começar pelo Líbano.
Mas o conflito foi alargado ao longo dos últimos três anos, passando por Síria, Iraque e Iémen, até chegar ao próprio Irão e à região do Golfo.
Eis uma cronologia de alguns dos principais conflitos no Médio Oriente desde o 07 de Outubro:
2023
07 Out – Às primeiras horas da manhã, milhares de ‘rockets’ são disparadas sobre Israel a partir da Faixa de Gaza, antes de combatentes palestinianos liderados pelo Hamas romperem as linhas de separação entre os dois territórios.
Durante a “Operação Dilúvio de Al-Aqsa”, cerca de 1.200 pessoas são mortas em comunidades israelitas, instalações militares e da polícia e no festival de música Nova, e outras 251 são levadas como reféns.
Os ataques mais sangrentos de sempre em Israel chocam a comunidade internacional e, no mesmo dia, Telavive lança a “Operação Espada de Ferro” na Faixa de Gaza.
08 out - O grupo xiita libanês Hezbollah dispara dezenas de projéteis contra posições militares no norte de Israel, em solidariedade com a “resistência palestiniana”.
Israel responde com tiros de artilharia em zonas do sul do Líbano.
16 out - Começa a retirada de civis do norte de Israel, onde cerca de 60 mil pessoas ficarão deslocadas junto da fronteira com o Líbano.
27 out – Início da invasão terrestre do norte de Faixa de Gaza, levando mais de um milhão de pessoas a fugir das suas casas.
31 out – Os rebeldes Huthis, aliados do Irão no Iémen, lançam mísseis balísticos e drones contra Israel, em apoio dos “irmãos oprimidos na Palestina” e ameaçam manter os ataques até ao fim da guerra na Faixa de Gaza.
02 nov – A Resistência Islâmica no Iraque, uma aliança de grupos xiitas apoiados pelo Irão, reivindica o primeiro de vários ataques aéreos contra Israel.
24 nov – Primeira trégua entre Israel e Hamas: durante uma semana, são trocados 105 reféns (81 dos quais israelitas) por 240 prisioneiros palestinianos e entra ajuda humanitária no território.
Nesta altura, as autoridades do enclave palestiniano, controladas pelo Hamas, registam cerca de 15 mil mortos, na maioria civis.
2024
11 jan – Uma coligação internacional liderada pelos Estados Unidos lança uma ofensiva contra os Huthis no Iémen, em resposta às ameaças dos rebeldes à navegação no Mar Vermelho.
26 jan – Após uma queixa da África do Sul, o Tribunal Internacional de Justiça ordena a Israel que tome "todas as medidas possíveis para proteger a população palestiniana e evitar qualquer ato de genocídio na Faixa de Gaza”.
01 abr - Um ataque aéreo atribuído a Israel atinge o consulado do Irão em Damasco e mata 16 pessoas, incluindo dois generais iranianos e outros cinco membros da Guarda Revolucionária, o exército ideológico do regime iraniano.
13 abr – O Irão realiza o primeiro ataque direto contra Israel, disparando mais de 300 mísseis e drones.
19 abr – Teerão confirma "fortes explosões" na província de Isfahan, no centro do país, após Israel ter anunciado que iria responder aos ataques iranianos.
07 mai - O exército israelita assume o controlo do lado palestiniano da passagem fronteiriça com o Egito em Rafah, durante as operações terrestres no sul do enclave.
O balanço de mortes na Faixa de Gaza é nesta altura de cerca de 34 mil, na maioria civis, segundo as autoridades locais.
22 mai - Espanha, Irlanda e Noruega anunciam a intenção de reconhecer o Estado da Palestina, decisão formalizada dias depois, a 28 de maio.
31 jul - O líder do Hamas, Ismail Haniyeh, é morto num ataque em Teerão atribuído a Israel, depois de assistir à posse do Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian.
25 ago – O Hezbollah desencadeia um vasto ataque com centenas de ‘rockets’ e drones contra o norte Israel, em retaliação pelo assassínio, em Beirute no mês anterior, de Fuad Shukr, braço direito do líder do movimento, Hassan Nasrallah.
17 e 18 set - Numa ação de sabotagem sem precedentes, Israel faz explodir simultaneamente milhares de aparelhos de comunicação e 'pagers' de membros do Hezbollah em várias partes do Líbano, causando 37 mortos e 3.000 feridos.
22 set – Após fortes ataques aéreos cruzados entre Israel e Hezbollah, a ONU alerta para “uma catástrofe iminente” na região.
No dia seguinte, o exército israelita recomenda aos habitantes do sul do Líbano que abandonem zonas próximas de potenciais alvos do Hezbollah.
28 set - Israel mata Hassan Nasrallah e outros altos dirigentes do Hezbollah num ataque à sede do movimento, em Dahieh, na periferia sul de Beirute.
01 out - As forças israelitas iniciam uma invasão terrestre no sul do Líbano, na mesma área de atuação dos militares da missão da ONU (FINUL). Ao mesmo tempo, prosseguem os bombardeamentos intensivos em zonas do Hezbollah, eliminando vários dos seus dirigentes políticos e militares. No mesmo dia, o Irão lança bombardeamentos com 180 mísseis balísticos contra Israel, em retaliação pelos assassínios dos líderes do Hamas e do Hezbollah.
28 out – Israel responde com vagas de ataques aéreos em várias regiões da República Islâmica, incluindo Teerão.
21 nov – O Tribunal Penal Internacional (TPI) emite mandados de captura para o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, para o seu ministro da Defesa, Yoav Gallant, por crimes de guerra e contra a humanidade e uso da fome como método de guerra na Faixa de Gaza.
O TPI visa também o antigo líder militar do Hamas Mohammed Deif, que tinha sido eliminado em 13 de julho, embora a sua morte só tenha sido confirmada mais tarde.
27 nov - Israel e Hezbollah acordam um cessar-fogo, com mediação de França e Estados Unidos, que prevê a retirada das tropas israelitas e das milícias do Hezbollah no sul do Líbano.
As autoridades libanesas registam quase quatro mil mortos e perto de 1,4 milhões de deslocados até ao anúncio da trégua. Do lado israelita, são contabilizadas as mortes de 82 soldados e 47 civis.
08 dez - O Presidente sírio, Bashar al-Assad, é derrubado por uma aliança de grupos rebeldes liderada por Ahmad al-Sharaa, um ex-jihadista apoiado pela Turquia e com passado ligado a grupos terroristas, com os quais já tinha entretanto rompido.
No mesmo dia, Israel anuncia que se posicionou na zona tampão desmilitarizada no sul da Síria, com vista a proteger as suas comunidades nos Montes Golã ocupados.
Nas semanas seguintes, as forças israelitas bombardeiam centenas de alvos militares na Síria.
2025
19 jan – Entra em vigor o segundo cessar-fogo entre Israel e o Hamas, durante o qual 33 reféns são trocados por cerca de dois mil prisioneiros palestinianos.
Em menos de dois meses, o exército israelita retomará as operações militares na Faixa de Gaza.
13 jun – Israel lança uma ofensiva aérea contra o Irão, visando o seu programa de enriquecimento de urânio, incluindo cientistas e também dirigentes e altas patentes militares.
Durante a chamada “guerra dos 12 dias”, os dois países lançam fortes ataques mútuos com mísseis e drones até à declaração de um cessar-fogo.
O anúncio da trégua é feito pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, depois de ordenar que bombardeiros B2 atingissem três instalações nucleares na República Islâmica.
22 ago – Peritos de uma comissão independente da ONU declaram fome na Cidade de Gaza e pela primeira vez no Médio Oriente, alertando que 500.000 pessoas enfrentam uma situação catastrófica.
O primeiro-ministro israelita rejeita o que classifica de uma "mentira descarada" manipulada pelo Hamas.
09 set – Israel reivindica um "ataque dirigido" contra líderes do Hamas, sem especificar o local, pouco depois de terem sido registadas explosões em Doha, Qatar, no local onde se reuniam negociadores do grupo palestiniano.
16 set - Uma comissão internacional independente de investigação da ONU acusa Israel de genocídio na Faixa de Gaza.
A diplomacia de Telavive “rejeita categoricamente" este "relatório tendencioso e mentiroso” e pede a dissolução imediata da comissão.
21 e 22 set – Uma dezena de países ocidentais reconhecem oficialmente o Estado da Palestina - entre os quais Portugal ao lado de potências como Reino Unido, França e Canadá.
Esta vaga de reconhecimentos ocorre em plena guerra na Faixa de Gaza e aplicação de fortes restrições impostas à população da Cisjordânia e Jerusalém Oriental desde o 07 de Outubro, acompanhadas de uma escalada de violência “sem precedentes”, segundo a ONU, atribuída ao exército israelita e colonos radicais.
Em resposta a este movimento diplomático, Netanyahu comenta que se trata de “uma enorme recompensa ao terrorismo” e avisa que o Estado da Palestina “não vai acontecer”.
29 set – O Presidente norte-americano anuncia um roteiro de 20 pontos para a Faixa de Gaza, que inclui um cessar-fogo e a libertação de todos os reféns, bem como a abertura do diálogo com vista a um acordo definitivo.
10 out – O cessar-fogo na Faixa de Gaza entra em vigor e, nos dias seguintes, são devolvidos os últimos 20 reféns vivos e 28 mortos, em troca de quase dois mil prisioneiros palestinianos.
O compromisso prevê também o reforço da entrada de ajuda humanitária no território e a retirada das forças israelitas para trás do que designaram como “linha amarela”.
Os meses seguintes serão marcados por sucessivas acusações mútuas de violação do acordo e os ataques israelitas tornam-se quase diários.
2026
28 fev – Após uma série de ultimatos de Donald Trump ao Irão relacionados com o seu programa nuclear, os Estados Unidos e Israel iniciam uma ofensiva aérea conjunta contra a República Islâmica e matam o seu líder supremo, Ali Khamenei, e outras altas personalidades iranianas.
O Irão responde de imediato contra Israel e países do Golfo, sob o pretexto de albergarem bases militares norte-americanas.
Ao mesmo tempo, impõem um bloqueio naval no estreito de Ormuz, por onde passavam 20% dos hidrocarbonetos mundiais, fazendo disparar os preços dos combustíveis.
02 mar – O Hezbollah retoma os ataques aéreos contra o norte de Israel, em solidariedade com o Irão.
18 mar – O Irão lança bombardeamentos contra Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Qatar, onde atinge a principal instalação de gás qatari, em Ras Laffan.
Os ataques contra instalações energéticas no Golfo surgem em resposta a bombardeamentos israelitas do campo de gás de South Pars, integrado no maior complexo do mundo e partilhado com o Qatar.
Além daqueles três países, as forças iranianas atacam em várias ocasiões ao longo do conflito o Iraque, Omã, Kuwait, Bahrein, Jordânia e Síria, visando não só alvos relacionados com os Estados Unidos, mas também infraestruturas económicas, sobretudo petrolíferas.
12 abril – Delegações dos Estados Unidos e do Irão terminam horas de negociações históricas frente a frente na capital do Paquistão mas não chegam a acordo sobre os temas essenciais do programa nuclear e de produção de mísseis de Teerão. As conversações também são infrutíferas ao nível do apoio iraniano a grupos armados no Médio Oriente, em troca da suspensão de sanções.
No dia seguinte, o Presidente norte-americano ordena um bloqueio naval aos portos iranianos.
14 abr – Representantes do Líbano e Israel, países sem relações diplomáticas, realizam um primeiro encontro de paz em Washington. O Hezbollah não reconhece este diálogo, tal como rejeita o seu desarmamento ordenado por Beirute.
31 mai – Após várias semanas de bombardeamentos intensivos no Líbano, Israel alarga as posições militares que mantinha desde o conflito anterior no sul do país para zonas que não ocupava há mais de um quarto de século.
O novo conflito aberto repete o cenário já vivido em 2024, provocando nos meses seguintes mais de 4.300 mortos, segundo as autoridades de Beirute, e acima de 1,2 milhões de deslocados.
17 jun – Estados Unidos e Irão acordam um memorando de entendimento, que inclui um cessar-fogo imediato, a reabertura do estreito de Ormuz e o levantamento do bloqueio naval norte-americano.
No entanto, o memorando vai colapsar com os dois lados a retomar os respetivos bloqueios, sem que prossigam negociações previstas no memorando para um acordo de paz definitivo em menos de dois meses.
26 jun – Israel e Líbano aceitam um acordo-quadro, que prevê o posicionamento de forças regulares libanesas em zonas-piloto no sul do país, das quais os militares israelitas deverão retirar-se.
Os confrontos entre Israel e o Hezbollah prosseguem.
08 jul – Donald Trump declara que o cessar-fogo com o Irão "acabou", mas que as negociações podem continuar.
Seguem-se vários dias de novos bombardeamentos contra a República Islâmica, que responde contra países árabes da região.
04 ago – O chefe do Governo israelita recusa retirar as suas tropas da Faixa de Gaza até ao completo desarmamento do Hamas, em reação ao acordo anunciado na semana anterior pelo líder da Casa Branca, entretanto já aceite pelos islamitas palestinianos.
Em pausa, ficam os 15 pontos previstos no roteiro (que inicialmente eram 20 pontos) apresentado pelo Conselho da Paz para a Faixa de Gaza, que, além da retirada israelita e desmilitarização do enclave, inclui a criação de um governo tecnocrático palestiniano, uma força internacional de estabilização e a reconstrução do território.
07 ago – Arábia Saudita, Turquia e Paquistão assinam um acordo de defesa mútua para fazer face à escalada de confrontação militar no Médio Oriente.
19 ago – Benjamin Netanyahu avisa a Turquia que não vai permitir o aumento da presença militar turca na Síria, um dia depois de Israel bombardear uma base aérea no norte do país, sob justificação da alegada presença de uma delegação de Ancara.
25 ago - O líder das Forças Democráticas Sírias (FDS), uma aliança de maioria curda, anuncia a dissolução do grupo armado que lutou contra a organização terrorista Estado Islâmico e a integração dos seus combatentes no exército regular, adiando a aspiração a uma autonomia alargada no norte do país.
25 ago – O secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, apresenta a “Operação Pária Económico”, que procura isolar a economia iraniana, através de sanções secundárias a entidades e indivíduos que desenvolvam relações comerciais com Teerão.
27 ago - Irão e Omã declaram progressos nas negociações da gestão conjunta do estreito de Ormuz, com eventual cobrança de portagens, mas o acordo fica por formalizar.
08 set - Doze países ocidentais, na maioria europeus e incluindo Portugal, anunciam a preparação de sanções contra colonos israelitas na Cisjordânia
Segundo as Nações Unidas, a escalada de violência nos territórios ocupados, incluindo Jerusalém Oriental, resultaram na morte de mais de 1.100 palestinianos desde 07 de outubro de 2023, dos quais 250 eram crianças.
10 set - Os Huthis conquistam a cidade de Moka, numa vasta operação militar contras as tropas governamentais, e alargam o seu controlo no oeste do Iémen junto ao mar Vermelho e estreito de Bab el-Mandeb, que serve de alternativa a Ormuz.
Os Huthis alegam que os seus avanços militares no Iémen não procuram atingir a navegação comercial, exceto para os navios da Arábia Saudita, aliado do Governo iemenita, que estão sujeitos a um bloqueio dos rebeldes desde julho.
O reacendimento da guerra civil no Iémen leva a uma sequência de bombardeamentos entre Huthis e Arábia Saudita.
22 set – O Departamento do Tesouro norte-americano anuncia uma proibição dos voos de companhias aéreas iranianas. Apesar de as ligações com China e Rússia, parceiros próximos da República Islâmica, continuarem, vários países do Médio Oriente aderem às novas sanções, que Teerão classifica como “desumanas”.
23 set – Mais de 1.400 palestinianos foram mortos em ataques israelitas desde a entrada em vigor do cessar-fogo na Faixa de Gaza, segundos dados das autoridades do território considerados fiáveis pela ONU, elevando o total de vítimas mortais para acima de 74 mil.
24 set - Dezenas de delegações abandonam a sala plenária da 81.ª Assembleia-Geral da ONU, em Nova Iorque, e boicotam o discurso de Benjamin Netanyahu.
Antes de começar a sua intervenção, o líder israelita convida os “cobardes morais” que ainda não tinham saído do local a fazê-lo naquele momento.
30 set – O copiloto de um avião da FlyDubai com destino a Telavive, com 180 passageiros israelitas a bordo, ataca o comandante, supostamente com a intenção de derrubar o aparelho.
Os relatos descrevem que só a resistência do comandante e a ação de vários passageiros impediram os planos do copiloto, um cidadão de Omã com registos de radicalismo islâmico, e permitiram uma aterragem de emergência na Arábia Saudita com todos os ocupantes a salvo.
O caso é tratado pelas autoridades dos Emirados Árabes Unidos e de Israel como um ato terrorista e ocorreu um dia depois de Netanyahu ter alertado para a possibilidade de um ataque ao seu país até às eleições legislativas de 27 de outubro.
30 set - Os Estados Unidos concluem a sua retirada militar oficial do Iraque, país que invadiram há mais de 20 anos para derrubar o regime de Saddam Hussein e onde liderava uma coligação internacional de combate ao Estado Islâmico.
A saída é celebrada em Teerão, que vê uma oportunidade de alargar a sua influência num país de maioria xiita, e ocorre a par do objetivo do Governo de Bagdad de desarmar os grupos integrados na Resistência Islâmica no Iraque, que, ao longo do conflito no Golfo, atacaram Estados vizinhos, em apoio a Teerão.
04 out - O Irão está a analisar a mais recente proposta feita pelos Estados Unidos, através do Qatar e adverte para a impossibilidade de uma “solução militar” para a guerra.
Dias antes, Donald Trump tinha rejeitado uma proposta iraniana para reabrir o estreito de Ormuz e discutir o programa nuclear de Teerão, em troca do levantamento das restrições à economia iraniana.
Durante a Assembleia-Geral da ONU, o líder da Casa Branca disse que tinha de escolher entre "aniquilar" o Irão ou chegar a um acordo, advertindo que uma solução diplomática só seria possível após as eleições intercalares para o Congresso norte-americano, agendadas para 03 de novembro.
07 out – Israel assinala o terceiro aniversário dos ataques do Hamas em ambiente pré-eleitoral das legislativas de 27 de outubro, quando Netanyahu é confrontado com revelações sobre alegados avisos prévios dos Emirados Árabes Unidos e do Egito antes do dia mais sangrento da história do país.
09 out - O Prémio Nobel da Paz é atribuído à advogada sul-africana Navi Pillay, que liderou a comissão independente da ONU que acusou Israel de genocídio na Faixa de Gaza.
10 out – Os Huthis lançam ataques consecutivos contra o aeroporto de Riade e outras instalações na Arábia Saudita, que deixam pelo menos 17 mortos, 13 dos quais na infraestrutura aeroportuária da capital, que ficou temporariamente encerrada.
10 out - O líder da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, marca eleições presidenciais e legislativas simultâneas para 11 de setembro de 2027, adiando por quase um ano a votação parlamentar, que estava prevista para novembro.
15 out - O antigo general Gadi Eisenkot, principal adversário do primeiro-ministro israelita nas legislativas, promete remover o Hamas da Faixa de Gaza em 18 meses.
17 out – Colonos atacam uma delegação de diplomatas e políticos europeus de visita à Cisjordânia ocupada, dois dias depois de uma fotojornalista do jornal The Washington Post ter sido também agredida. Os Estados Unidos condenam a "violência criminosa" no território, sem referir diretamente este último incidente.
19 out – Trump declara apoio “total e incondicional” à reeleição do “guerreiro” Netanyahu, que, em resposta, espera trabalhar com o líder norte-americano para “eliminar a ameaça iraniana”.
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