Contrato de sete anos foi celebrado com as empresas norte-americana Lockheed Martin e a europeia BAE Systems.
O Departamento de Defesa norte-americano anunciou esta quarta-feira um acordo com fabricantes da indústria de defesa para acelerar a produção de mísseis, inserido no programa "Arsenal da Liberdade", que prevê aumentar a capacidade militar do país.
O acordo-quadro responde ao mandato do secretário de Defesa, Pete Hegseth, segundo informou o Departamento, de reforçar a base industrial de defesa e avançar na construção do chamado "Arsenal da Liberdade", uma iniciativa orientada para aumentar a capacidade de resposta militar do país.
O contrato de sete anos foi celebrado com as empresas norte-americana Lockheed Martin e a europeia BAE Systems.
A ampla utilização de mísseis intercetores pelos Estados Unidos, Israel e os países do Golfo para fazer face aos ataques de retaliação do Irão tem levantado questões quanto à extensão dos 'stocks' destas armas de que dispõem estas forças armadas.
O Pentágono anunciou assim uma quadruplicação da produção de um componente essencial para o THAAD, um sistema antimísseis de alta altitude considerado um dos mais avançados do mundo e amplamente utilizado nas últimas semanas no Médio Oriente.
No final de janeiro, a Lockheed Martin já tinha anunciado uma aceleração da sua produção de THAAD, passando de cerca de 100 para aproximadamente 400 por ano nos próximos anos.
Os sistemas THAAD são semelhantes aos sistemas Patriot utilizados na Ucrânia e foram desenhados para intercetar ataques inimigos com mísseis balísticos.
A empresa Lockheed Martin, que produz outros tipos de armamento como os caças F-35, viu fechado um contrato no âmbito deste acordo que prevê acelerar também a produção do míssil balístico tático PrSM, que foi utilizado pela primeira vez em combate no conflito contra o Irão.
Este contrato também quadruplicará a produção dos mísseis PrSM, que em março de 2025 o Departamento de Defesa dos Estados Unidos já tinha fechado com a Lockheed Martin um contrato na ordem dos 4,94 mil milhões de dólares (cerca de 4,3 mil milhões de euros).
"Através deste acordo, estamos a construir ativamente o "Arsenal da Liberdade" com rapidez e urgência", afirmou Michael Duffey, subsecretário da Defesa para Aquisições e Manutenção.
Duffey acrescentou que, "ao capacitar a indústria para investir na produção", estão a criar "uma vantagem decisiva e duradoura" para que os combatentes norte-americanos "superem qualquer adversário potencial".
Para tal, segundo o Departamento de Defesa, a Lockheed Martin investirá em ferramentas avançadas, na modernização de instalações e em equipamentos de teste necessários para reduzir os prazos de produção, garantindo assim que estes mísseis possam ser entregues às forças armadas "com maior rapidez e eficiência do que nunca".
Num comunicado em separado, a Lockheed Martin diz que "investiu mais de sete mil milhões de dólares (cerca de seis mil milhões de euros) desde o primeiro mandato do Presidente norte-americano Donald Trump (2017-2021) para expandir a capacidade de produção de sistemas prioritários, incluindo cerca de dois mil milhões de dólares destinados a acelerar a produção de munições".
O acordo celebrado esta quarta-feira prevê também a possibilidade de negociar um contrato plurianual com uma duração máxima de sete anos, caso o Congresso o autorize no futuro, afirmou o Departamento de Defesa.
O Departamento salientou ainda que, ao estabelecer parcerias com líderes da indústria, o "Arsenal da Liberdade" e a base industrial continuarão a "ser sólidos, recetivos e capazes de oferecer a rapidez, a escala e a resiliência necessárias para dissuadir a agressão" e garantir que os Estados Unidos e os seus aliados estejam "preparados para prevalecer em qualquer conflito".
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