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MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

EUA e Irão admitem prolongar cessar-fogo

Trégua poderá estender-se por mais 60 dias. Em cima da mesa estará a reabertura gradual do estreito de Ormuz e um compromisso iraniano de reduzir as suas reservas de urânio enriquecido.

24 de maio de 2026 às 01:30

As negociações para um acordo de paz entraram este sábado na sua fase mais crítica. Teerão diz que está a ultimar os termos da resposta apresentada pelos EUA. Por sua vez, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, garante que há progressos e dentro de pouco tempo haverá novidades.

Segundo o ‘Financial Times’, os EUA e o Irão estão perto de um acordo para prolongar o cessar-fogo por mais 60 dias. Fontes dos mediadores revelaram que o objetivo é que esses 60 dias sirvam para negociar um acordo definitivo acerca do plano nuclear do Irão. Segundo o ‘Financial Times’, o plano pode incluir uma reabertura gradual do estreito de Ormuz e um compromisso por parte de Teerão no sentido de negociar a entrega das reservas de urânio enriquecido ou, no mínimo, uma grande redução dessas reservas.

Já os EUA comprometem-se a amenizar o bloqueio nos portos iranianos e, em fases, a aliviar as sanções e descongelar os ativos iranianos. “O acordo parece estar a caminhar na direção certa. Está com os americanos agora para revisão”, disse um diplomata a par das conversações.

Donald Trump insiste que Teerão está desesperado, que luta por um acordo e que a guerra acabará em breve.

Mas a aproximação entre as partes, sob mediação do Paquistão, não tem sido fácil.

Teerão tem admitido “divergências profundas” e “exigências excessivas” por parte de Washington. Donald Trump deu sinais de impaciência, tendo reunido sexta-feira a sua equipa de conselheiros, aumentando os receios do regresso ao conflito. O Presidente dos EUA desmarcou, inclusive, a sua presença no casamento, do filho mais velho, Donald Trump Jr., que se realiza este fim de semana nas Bahamas, por “razões relacionadas com assuntos de Estado”.

A verdade é que o Presidente norte-americano tem repetido ao longo dos dias que os ataques ao Irão poderiam recomeçar em breve, caso as partes não chegassem a um acordo de paz. Segundo a CBS News, os militares norte-americanos estão prontos a entrar em ação, já o ‘Financial Times’ dá conta do aumento significativo de aeronaves de combate dos EUA no principal aeroporto israelita. Também o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, tem reafirmado que ainda há trabalho para fazer no Irão.

A confirmar-se o regresso das hostilidades, resta saber qual o seu alcance.

Ivana Trump - plano de morte

A filha de Donald Trump terá sido alvo de um alegado plano de assassinato. Segundo o ‘New York Post’, o suspeito pretendia vingar a morte do general iraniano Qassem Soleimani, morto num ataque com drones ordenado pelos EUA em Bagdad, em 2020.

Líbano - seis ataques

Israel realizou seis ataques aéreos contra o Vale do Bekaa, no Leste do Líbano, uma região que praticamente não tinha sido atacada desde o início do cessar-fogo. Já no Sul, dez pessoas, incluindo seis socorristas e uma menina, morreram em ataques israelitas.

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