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Guerra pode causar mais 15.000 insolvências no mundo entre 2026 e 2027

Num cenário base, o número global de insolvências deverá crescer 6% em 2026, prolongando uma tendência iniciada após a pandemia, e estabilizar em níveis elevados em 2027.

23 de abril de 2026 às 13:44

A escalada do conflito no Médio Oriente está a transformar-se num fator de contágio económico global, com potencial para gerar mais de 15 mil insolvências empresariais adicionais entre 2026 e 2027, segundo um relatório esta quinta-feira divulgado.

De acordo com a Allianz Trade, o impacto direto da crise poderá traduzir-se em mais 7.000 falências em 2026 e 7.900 no ano seguinte, num contexto em que a economia mundial já acumula vários anos de aumento consecutivo de insolvências.

O fenómeno, que ultrapassa a esfera geopolítica, está a repercutir-se nas cadeias de abastecimento, nos custos energéticos e no transporte global, criando uma pressão transversal sobre empresas de vários setores, da indústria transformadora à tecnologia, passando pela saúde e agroalimentar.

Num cenário base, o número global de insolvências deverá crescer 6% em 2026, prolongando uma tendência iniciada após a pandemia, e estabilizar em níveis elevados em 2027.

Contudo, um agravamento do conflito no Médio Oriente poderá empurrar esse crescimento para 10% já no próximo ano.

O relatório destacou um "efeito dominó" económico: o aumento dos custos energéticos e logísticos está a alimentar a inflação, restringindo o acesso ao crédito e enfraquecendo a confiança das empresas.

Além disso, eventuais perturbações prolongadas no Estreito de Ormuz poderão comprometer o abastecimento global de petróleo e gás, agravando ainda mais o risco sistémico.

Em Portugal, após uma queda de 4% nas insolvências em 2025, prevê-se agora uma inversão, com aumentos de 4% em 2026 e 5% em 2027.

Ainda assim, os números deverão manter-se abaixo da média pré-pandemia, fixando-se em cerca de 2.350 casos em 2026 e 2.460 em 2027.

Segundo o relatório, o tecido empresarial português revela fortes assimetrias.

Enquanto setores como construção, retalho e têxteis registaram melhorias, áreas como transportes, com um aumento de 46%, e serviços continuam a pressionar os indicadores nacionais. As microempresas representam cerca de dois terços das insolvências.

A nível global, o aumento das falências poderá colocar em risco 2,2 milhões de postos de trabalho em 2026, mais 94 mil do que no ano anterior.

A Europa lidera este impacto, com 1,3 milhões de empregos potencialmente afetados, num máximo de 12 anos, com destaque para os setores da construção, retalho e serviços.

Mais do que um choque localizado, o conflito no Médio Oriente está a redesenhar o mapa global do risco empresarial, transformando tensões regionais em vulnerabilidades económicas transversais.

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