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Irão quer acabar com a guerra em 30 dias

Teerão pede garantias de que combates não serão retomados, o fim do bloqueio naval no estreito de Ormuz e o pagamento de indemnizações pelos danos causados.

04 de maio de 2026 às 01:30

Acabar a guerra em 30 dias, é este o desafio de Teerão a Washington, que consta da última proposta de acordo de paz.

O documento foi entregue às autoridades paquistanesas, que têm mediado o conflito, para fazer chegar aos negociadores norte-americanos. São poucos os detalhes conhecidos, mas, à partida, não deverá ser aceita por Donald Trump, desde logo porque deixa de parte a questão do nuclear.

De acordo com a agência de notícias Tasmin, dependente da Guarda Revolucionária iraniana, são 14 os pontos da nova proposta, onde o Irão exige um pacto de não-agressão, a retirada das forças dos EUA das proximidades do país, bem como o fim do bloqueio naval ao Estreito de Ormuz. Mas não só. Teerão exige ainda ser indemnizado pelos prejuízos causados pelos bombardeamentos dos EUA e Israel e o levantamento das sanções. O Irão exige ainda o fim da guerra em todas as frentes, incluindo o Líbano.

Quanto ao Estreito de Ormuz, cujo bloqueio está a gerar uma crise energética a nível global, a Tasmin não adianta pormenores, apenas que foi proposto a implementação de um novo mecanismo para a circulação de navios, deixando entender que o mesmo poderá significar a criação de uma taxa a cobrar por embarcação. Se essa taxa é a dividir com os EUA não se sabe. Esta nova proposta não apresenta grandes novidades em relação às anteriores, pelo que deverá ser chumbada por Trump. Neste momento vigora um cessar-fogo de dois meses, não estando afastada a possibilidade da guerra regressar ao fim desse tempo.

E TAMBÉM

‘Cemitério militar’

O ex-comandante da Guarda Revolucionária alertou que a estratégica via marítima dos EUA pode tornar-se o “cemitério” de tropas e navios de Washington. “Os EUA são os únicos piratas do Mundo com porta-aviões. A nossa capacidade de confrontar piratas não é menor do que nossa capacidade de afundar navios de guerra”, avisou Rezaee.

Caças-bombardeiros

Israel aprovou um contrato de vários milhares de milhões de euros com os EUA para aquisição de dois novos esquadrões de aviões caças-bombardeiros, que, segundo o primeiro-ministro, vão reforçar a “superioridade aérea esmagadora” do país.

Tráfego aéreo

O tráfego aéreo militar dos EUA registou um aumento considerável, principalmente por aeronaves de transporte e reabastecimento aéreo da Europa para países do Médio Oriente, segundo o Flightradar24, que faz o rastreio de voos.

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