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Israel relaxa medidas de segurança e Teerão reabre espaço aéreo após ataques

Todo o país voltará à normalidade, exceto algumas comunidades na fronteira com o Líbano, onde as autoridades israelitas insistem que o exército continuará a operar.

08 de junho de 2026 às 19:31

O exército israelita anunciou esta segunda-feira que a partir de terça-feira serão revogadas as medidas de segurança impostas à população, enquanto o Irão reabriu o seu espaço aéreo, medidas adotadas após a troca de ataques entre os países.

"As IDF [Forças de Defesa de Israel, o exército] continuam a acompanhar a evolução da situação e, após uma avaliação contínua da situação realizada pelo Comando da Frente Interna, foi decidido atualizar as diretrizes defensivas", refere um comunicado das Forças Armadas israelitas.

Todo o país voltará à normalidade, exceto algumas comunidades na fronteira com o Líbano, onde as autoridades israelitas insistem que o exército continuará a operar.

Também o posto fronteiriço de Rafah, que liga a Faixa de Gaza ao Egito, e de Kerem Shalom, serão reabertos na terça-feira, bem como as escolas, após o levantamento das restrições impostas devido ao lançamento de mísseis a partir do Irão contra território israelita.

"Segundo a avaliação operacional da situação e o levantamento das restrições de segurança em Israel, foi decidido que o posto fronteiriço de Kerem Shalom será reaberto amanhã, terça-feira, para a entrada gradual de ajuda humanitária na Faixa de Gaza. O posto fronteiriço de Rafah também será reaberto para a passagem limitada de pessoas em ambos os sentidos", informou o gabinete do Coordenador das Atividades Governamentais nos Territórios (COGAT), dependente do Ministério da Defesa israelita.

O COGAT salientou que a passagem de pessoas é retomada sob as condições rigorosas estabelecidas após o cessar-fogo, que entrou em vigor em outubro de 2025 e que permitiu a saída de apenas 840 feridos e doentes da lista de 20.000 pessoas elaborada pelas autoridades de Gaza, que se encontra na posse de Israel para revisão de segurança.

O anúncio foi feito momentos depois de, na sua primeira aparição desde a escalada das hostilidades, o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, ter admitido o fim dos ataques contra o Irão.

O líder israelita defendeu que os mais recentes ataques israelitas permitiram pôr fim aos disparos de mísseis iranianos.

"Neste momento, as hostilidades nesta frente cessaram, pois, após os golpes que desferimos contra o regime terrorista de Teerão, este deixou de nos atacar", acrescentou.

A República Islâmica tinha dado por concluídos os seus ataques horas antes e anunciou, por sua vez, a reabertura do seu espaço aéreo.

"Graças às condições de segurança e à necessária coordenação com as instituições competentes, as restrições de voo foram levantadas e a atividade da aviação no país está a recuperar a normalidade, tal como previsto", anunciou a Organização da Aviação Civil iraniana num comunicado.

Anteriormente, o Irão tinha encerrado o espaço aéreo da parte ocidental do país e anunciado o cancelamento dos voos em todos os aeroportos.

O Iraque e a Síria também tinham encerrado os seus respetivos espaços aéreos e restabeleceram igualmente a normalidade.

As Forças Armadas do Irão anunciaram esta segunda-feira o fim dos seus ataques contra Israel, após o lançamento de mísseis em resposta ao bombardeamento levado a cabo no domingo pelo exército israelita contra a capital do Líbano, Beirute, embora tenham prometido "medidas muito mais duras e esmagadoras" se Israel "continuar as suas agressões", também em território libanês.

O Irão defende que o Líbano deve ser abrangido pelo cessar-fogo e ameaçou responder contra a ofensiva israelita no sul do Líbano contra o movimento xiita Hezbollah.

Contudo, Israel afirmou que vai prosseguir com os seus ataques no Líbano.

"Nas últimas 24 horas, o Irão e o Hezbollah tentaram impor-nos uma nova equação. E esta equação é intolerável e inaceitável para mim", acrescentou Netanyahu, referindo-se à ameaça iraniana de que um ataque de Israel a Beirute, como o que ocorreu na tarde de domingo, acarretaria uma resposta militar.

"Pensavam que iriam disparar a partir de território libanês e iraniano contra Israel, e que nós não agiríamos. Isso não aconteceu, nem acontecerá. Não enquanto eu estiver no comando", garantiu o primeiro-ministro israelita, no dia seguinte ao facto de as forças iranianas terem quebrado pela primeira vez o cessar-fogo alcançado no passado mês de abril.

Teerão lançou mísseis contra território israelita entre domingo e esta segunda-feira, alegando estar a responder a um ataque aéreo israelita contra posições do Hezbollah nos subúrbios do sul de Beirute.

Os disparos iranianos levaram Israel a realizar novos ataques em retaliação, alimentando receios de uma escalada regional e colocando sob pressão a trégua alcançada há dois meses.

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