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Londres anuncia reunião internacional sobre reabertura do Estreito de Ormuz

Starmer revelou que a reunião terá lugar no final desta semana, sem especificar o dia, local ou formato, e que será presidida pela ministra dos Negócios Estrangeiros, Yvette Cooper.

01 de abril de 2026 às 12:14

O Reino Unido vai organizar uma reunião com líderes internacionais para "avaliar todas as medidas diplomáticas e políticas viáveis" para reabrir a navegação marítima pelo Estreito de Ormuz, anunciou esta quarta-feira o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

Numa conferência de imprensa hoje em Londres sobre o conflito no Médio Oriente, Starmer revelou que a reunião terá lugar no final desta semana, sem especificar o dia, local ou formato, e que será presidida pela ministra dos Negócios Estrangeiros, Yvette Cooper.

"A forma mais eficaz de combater o aumento do custo de vida no Reino Unido é pressionar para que haja um desagravamento da tensão no Médio Oriente e a reabertura do Estreito de Ormuz, que constitui uma via de abastecimento energético tão crítica. Para tal, estamos a explorar todas as vias diplomáticas ao nosso alcance", vincou.

Starmer referiu que 35 países, entre os quais Portugal, subscreveram uma declaração a pedir uma moratória nos ataques a infraestruturas civis e energéticas e a disponibilizar-se para "contribuir para os esforços destinados a garantir a passagem segura" pelo Estreito de Ormuz.

A reunião vai "juntar esses países pela primeira vez, onde avaliaremos todas as medidas diplomáticas e políticas viáveis que podemos tomar para restaurar a liberdade de navegação, garantir a segurança dos navios de carga e dos marítimos e retomar o transporte de mercadorias essenciais."

"Na sequência dessa reunião, iremos também convocar os nossos responsáveis pelo planeamento militar para analisar como podemos mobilizar as nossas capacidades e tornar o estreito acessível e seguro após o fim dos combates", acrescentou.

Starmer admitiu que "não vai ser fácil" porque "o principal desafio que enfrentam não é o dos seguros, mas sim o da segurança e da proteção da navegação".

"A verdade é que precisamos de tudo isto em conjunto. Uma frente unida com força militar e atividade diplomática, uma parceria com a indústria, para que também eles possam mobilizar-se, assim que os combates cessarem. E, acima de tudo, uma liderança clara e serena", enfatizou.

O Irão, que controla a costa norte do Estreito de Ormuz tem bloqueado este ponto crucial para o comércio global de energia, principalmente petróleo e gás, em resposta aos ataques de Israel e dos Estados Unidos (EUA).

Teerão fechou a rota com ataques a petroleiros e tem permitido a passagem de apenas alguns navios-tanque perto da sua costa, como tática para exercer pressão económica global durante o conflito.

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