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Mais de 750 soldados dos EUA feridos desde início da guerra com o Irão

Dos 757 militares feridos, mais de 580 são do Exército, segundo dados do Departamento de Defesa.

22 de agosto de 2026 às 01:30

Mais de 750 soldados norte-americanos ficaram feridos em quase seis meses de conflito com o Irão. Dos 757 militares feridos, mais de 580 são do Exército, segundo dados do Departamento de Defesa. O Pentágono não refere o número de soldados mortos, mas serão 18. Destes, seis perderam a vida num ataque ao porto de Shuaiba, no Kuwait, a 1 de março, e outros seis morreram num acidente com uma aeronave de reabastecimentos, no Iraque, a 12 de março.

Face às dificuldades sentidas no campo militar, nomeadamente a alegada falta de interceptores para os sistemas de defesa antiaérea Patriot e mísseis de longo alcance, os EUA adotaram uma nova estratégia para derrotar o Irão, a pressão económica. O vice-presidente norte-americano afirma que a pressão económica é a “ferramenta mais eficaz” contra o Irão. “A ferramenta mais eficaz de que dispomos é a pressão económica que podemos exercer sobre eles. E isto é uma dança delicada, porque, ao exercermos pressão económica sobre eles, eles vão tentar exercer pressão económica sobre nós”, afirmou JD Vance no programa Clay Travis and Buck Sexton Show. “O que tem sido verdade nas últimas semanas é que eles têm sentido muito mais pressão do que nós”, acrescentou.

Vance reconheceu que “obviamente os preços do petróleo estão elevados, o que as pessoas notam na bomba”, mas destacou a capacidade da administração de fazer passar navios pelo Estreito de Ormuz. “Eles estão a tentar fechar o estreito e, se conseguirmos — nem sequer é preciso voltar à situação anterior —, mas se conseguirmos extrair petróleo e gás suficientes para proporcionar a alguns americanos algum alívio nos postos de abastecimento e nos preços da energia”, disse.

O Irão já reagiu. Diz que a nova estratégia norte-americana é “terrorismo económico” e garante que permanece firme e determinado a defender sua segurança e interesses nacionais. Quanto ao ponto central do conflito, a navegação no estreito de Ormuz, continua sem resolução à vista. Os EUA alegam que está aberto, menos para os navios irradiamos, o Irão diz que tem um acordo com Omã para garantir uma circulação segura, mas o movimento continua reduzido ao mínimo. As travessias de navios no Estreito de Ormuz caíram para metade na quinta-feira, com apenas sete navios de carga a atravessar, face aos 14 registados na quarta-feira.

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