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VASP assegura distribuição de imprensa por mais três anos

Empresa de Marco Galinha venceu por 2,3 milhões de euros o concurso lançado pelo Governo em junho. Acordo permite poupança nos encargos públicos de 78% face ao inicialmente previsto.

22 de agosto de 2026 às 01:30

Oito meses depois de ter anunciado que estava a reequacionar as rotas de distribuição de imprensa em oito distritos do Interior do País devido a uma “situação financeira exigente” (o que poderia deixar esses distritos sem jornais e revistas), a VASP vai afinal continuar a assegurar a distribuição em todo o território nacional nos próximos três anos.

A empresa, detida por Marco Galinha, venceu o concurso público internacional lançado, no início de junho, pelo Governo para garantir a chegada da imprensa às zonas de baixa densidade populacional, isto numa operação que visava abrir espaço à concorrência num mercado dominado por um único operador (a outra concorrente foi a Pergaminhos Flash).

A VASP conseguiu arrecadar os dois lotes previstos no concurso (região Norte e região Sul) por 2,3 milhões de euros. Este é um valor cerca de “78% abaixo do inicialmente previsto e reclamado”, significando uma “poupança de 8,2 milhões para os contribuintes”, lê-se no relatório preliminar. “O valor total anual que o Estado irá gastar em resultado do concurso é de 762 822,90 euros, ou seja, 2 288 468,70 euros ao longo de três anos.

Este valor é significativamente inferior ao limite que, em novembro de 2024 e com base em informação prestada pelo operador incumbente, ficara previsto no Plano de Ação para a Comunicação Social (PACS), que era de 3,5 milhões por ano, ou seja, 10,5 milhões por três anos”, lê-se ainda.

“Depois de o ministro ter revisto toda a informação, concluiu-se que seria preciso apenas cerca de um milhão por ano. No final, ficou por 2,2 milhões para os três anos. Ou seja, descemos de 3,5 milhões/ano para cerca de um milhão, e acabou tudo ainda abaixo [2,2 milhões por três ], de 10,5 milhões para 2,2 milhões”, diz fonte do ministério.

Segue-se agora a análise de eventuais pronúncias dos concorrentes, a aprovação do relatório final, a adjudicação definitiva e a celebração dos contratos para os dois lotes. 

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