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Míssil mata trabalhador estrangeiro em Israel

Forças Armadas de Israel disseram ter identificado mísseis disparados do Irão em direção ao país.

19 de março de 2026 às 00:04

Um ataque de míssil iraniano contra Israel fez esta quarta-feira uma vítima mortal, um trabalhador estrangeiro no centro do país, segundo a Magen David Adom, equivalente israelita da Cruz Vermelha.

A vítima foi encontrada "inconsciente e com ferimentos graves" pelos serviços de emergência israelitas, cerca de 20 quilómetros a nordeste de Telavive, numa área onde "estavam espalhados fragmentos de metal".

O óbito foi mais tarde declarado no local, adiantou a Magen David Adom.

Pouco antes, as Forças Armadas de Israel disseram ter identificado mísseis disparados do Irão em direção ao país e que estavam a "intercetar a ameaça".

O exército israelita afirmou à agência EFE que a explosão foi causada por mísseis com ogiva de fragmentação, que disparam dezenas de submunições antes de atingirem o alvo, dificultando a interceção.

Na mesma altura, o Crescente Vermelho Palestiniano anunciou as primeiras mortes causadas por mísseis iranianos em território palestiniano no atual conflito do Médio Oriente.

Segundo a EuropaPress, trata-se de quatro mulheres palestinas que se encontravam num salão de beleza perto da cidade de Hebron, na Cisjordânia ocupada.

A EFE refere três vítimas mortais confirmadas e 13 feridas no mesmo incidente, na sequência do qual o Crescente Vermelho Palestiniano criticou as dificuldades de acesso às vítimas devido aos controlos de estradas pelas forças israelitas.

A organização afirmou que as suas equipas — cinco ambulâncias no total — enfrentaram "graves dificuldades e obstáculos significativos para chegar rapidamente ao local" devido ao encerramento das vias de acesso à zona de Beit Awwa pelas autoridades israelitas na Cisjordânia ocupada.

"Este encerramento forçado causou atrasos significativos, obrigando as ambulâncias a percorrer rotas alternativas longas e perigosas, impactando severamente a crucial 'hora de ouro' para as operações de resgate", afirmou o Crescente Vermelho em comunicado de imprensa.

A organização reiterou o seu apelo "urgente" para o estabelecimento de "corredores humanitários seguros e desobstruídos e para que a livre circulação de equipas médicas seja garantida em conformidade com o direito internacional humanitário" nos Territórios Palestinianos ocupados.

"Realçamos a necessidade de a potência ocupante (Israel) cumprir as suas obrigações, facilitando, em vez de dificultar, as missões de resgate. O encerramento de estradas constitui uma barreira mortal aos esforços de socorro de emergência", concluiu a organização humanitária.

Desde a meia-noite de quarta-feira, registaram-se 10 ataques com mísseis disparados por Teerão contra território israelita.

Antes dos ataques de hoje, 14 pessoas tinham morrido em território israelita na sequência de ataques iranianos nos 19 dias da guerra iniciada por Israel e pelos Estados Unidos contra o Irão a 28 de fevereiro.

Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar ao Irão, que justificaram com a inflexibilidade da República Islâmica nas negociações para pôr fim ao enriquecimento de urânio no âmbito do seu programa nuclear, que afirma destinar-se apenas a fins civis.

Em retaliação, o Irão encerrou o estreito de Ormuz e lançou ataques contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque.

Incidentes com projéteis iranianos foram também registados em Chipre, na Turquia e no Azerbaijão.

Desde o início do conflito, foram contabilizados no Irão pelo menos 1.348 mortos, entre os quais o 'ayatollah' Ali Khamenei, líder supremo da República Islâmica desde 1989, entretanto substituído pelo seu segundo filho, Mojtaba Khamenei, e mais de 10.000 civis feridos.

A organização não-governamental (ONG) norte-americana Human Rights Activists News Agency (HRANA) informou, a 11 de março, que morreram mais de 1.825 pessoas, incluindo quase 1.300 civis, entre os quais pelo menos 200 crianças.

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