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Petrolíferas em queda após acordo de cessar-fogo, Galp cai quase 8%

Galp estava, cerca das 14h40, a cair 7,84%, num 'ranking' do setor liderado pela norueguesa Equinor (-13%).

08 de abril de 2026 às 16:10

As principais petrolíferas têm estado a registar esta quarta-feira quedas acentuadas em bolsa, incluindo a Galp em Lisboa, após o Presidente norte-americano ter suspendido os ataques contra o Irão, num cessar-fogo que prevê a abertura do estreito de Ormuz.

A portuguesa Galp estava, cerca das 14h40, a cair 7,84%, num 'ranking' do setor liderado pela norueguesa Equinor (-13%).

Lá fora, destacam-se ainda a Vår Energi (-12%), a Repsol (-12%) e a Eni (-11%).

Com quebras abaixo de 10% surgem a BP (-9,9%), OMV (-9,4%), Shell (8%) e a TotalEnergies (7,4%).

O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou, esta terça-feira, que aceitou suspender por duas semanas os bombardeamentos e ataques ao Irão, num "cessar-fogo bilateral", e após ter recebido de Teerão uma proposta de paz "viável".

"Aceito suspender os bombardeamentos e ataques ao Irão por um período de duas semanas. Este será um Cessar-Fogo bilateral! A razão para tal é que já cumprimos e superámos todos os objetivos militares e estamos muito avançados num Acordo definitivo sobre a Paz a longo prazo com o Irão e a Paz no Médio Oriente", afirmou Trump na rede social Truth, a pouco mais de uma hora do fim do prazo dado a Teerão para reabrir o Estreito de Ormuz ou enfrentar um ataque devastador às suas infraestruturas.

Segundo o Presidente norte-americano, o compromisso resulta das conversações promovidas pelo primeiro-ministro paquistanês Shehbaz Sharif, que lhe solicitou que "suspendesse o envio de forças destrutivas para o Irão esta noite, e desde que a República Islâmica do Irão concordasse com a Abertura Completa, Imediata e Ssegura do Estreito de Ormuz".

O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão já confirmou o cessar-fogo e informou que as negociações para um acordo de paz terão lugar no Paquistão a partir de 10 de abril.

Por sua vez, Israel afirmou esta quarta-feira apoiar a decisão do Presidente norte-americano, desde que o Irão reabra imediatamente o estreito e ponha fim a todos os ataques.

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