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Presidente francês afasta escassez de combustíveis, mas reconhece impacto da guerra no Médio Oriente nos preços

Macron assegurou que o país está focado na "reabertura de Ormuz o mais rapidamente possível".

25 de abril de 2026 às 15:34

O Presidente francês, Emmanuel Macron, afastou este sábado, em Atenas, um cenário de escassez de combustíveis devido à guerra no Médio Oriente, mas reconheceu o impacto que está a ser sentido nos preços.

"Penso que posso dizer que, por enquanto, a situação está controlada", afirmou Macron, numa conferência de imprensa, em Atenas, onde também esteve presente o primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis.

O Presidente de França reconheceu, no entanto, que o conflito está a ter um impacto no preço dos combustíveis, mas insistiu que não se prevê uma escassez.

Emmanuel Macron assegurou que o país está focado na "reabertura de Ormuz o mais rapidamente possível".

Na sexta-feira, o presidente executivo da petrolífera francesa TotalEnergies, Patrick Pouyanné, afirmou que, caso o bloqueio do estreito de Ormuz se mantenha "por mais dois ou três meses", haverá uma escassez de energia, tal como já aconteceu em países asiáticos.

Macron pediu cautela face à defesa de posições catastróficas, sublinhando que estas podem levar a "comportamentos de pânico", como o açambarcamento.

O Governo francês implementou medidas setoriais para que os grupos mais afetados pela subida dos preços dos combustíveis possam receber uma compensação.

"Sabemos que levará algum tempo para estabilizar a situação [...]. As coisas não são simples, mas não estamos a considerar o pior cenário, que atualmente não é o mais provável", acrescentou.

Desde o início da guerra, a navegação pelo estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo e gás do mundo, está praticamente paralisada pelo Irão.

O conflito agravou a inflação em muitas regiões, como na zona euro, onde, em março, foi revista em alta para 2,6% em termos homólogos, o nível mais elevado desde julho de 2024.

Na mesma conferência, o Presidente Francês também defendeu o pagamento fracionado da dívida contraída, a nível europeu, em resposta à pandemia de covid-19.

"Endividámo-nos durante a covid. Agora dizem-nos que temos de pagar rapidamente. Isto é um absurdo. Vamos distribuir esta dívida. Vamos reemitir porque as pessoas querem estes títulos a um preço baixo", assinalou.

Por outro lado, defendeu que a Europa pode ter interesse em emitir divida conjunta em despesas que são do interesse comum, dando como exemplo áreas como a defesa e a inteligência artificial.

"A Europa precisa de estar em jogo. Não queremos deixar aos nossos filhos uma Europa completamente atrasada tecnologicamente", apontou.

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