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Primeiro-ministro indiano garante reservas de petróleo nos Emirados em plena crise

Ambas as partes concordaram em aumentar as reservas estratégicas de crude que o país do sul da Ásia mantém para situações de emergência.

15 de maio de 2026 às 16:59

O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, assinou esta sexta-feira acordos nos Emirados Árabes Unidos para garantir o abastecimento de petróleo e gás, após ter pedido medidas de austeridade aos indianos devido à guerra no Médio Oriente.

As duas partes concordaram em aumentar as reservas estratégicas de crude que o país do sul da Ásia mantém para situações de emergência, informou o Governo indiano num comunicado.

O país árabe fornece atualmente 11% do petróleo e 40% do gás liquefeito de petróleo (GLP) consumido pela Índia.

Os dois governos assinaram também um acordo comercial focado na exploração de oportunidades de compra de GLP a longo prazo, bem como um novo quadro de parceria estratégica na área da defesa.

O plano de defesa inclui operações marítimas conjuntas, proteção contra ciberataques e partilha de tecnologia avançada, precisou o Governo no comunicado citado pela agência de notícias espanhola EFE.

A segurança energética tornou-se o eixo central da visita aos Emirados Árabes Unidos que Modi concluiu esta sexta-feira, devido à instabilidade que o bloqueio do estreito de Ormuz tem provocado na Índia.

A situação levou Modi a pedir no domingo aos indianos que poupassem gasolina, evitassem viajar e não comprassem ouro, numa tentativa de atenuar a crise económica.

O jornal The Times of India noticiou esta sexta-feira que as reservas de petróleo bruto do país registaram uma queda de cerca de 15% desde o início da guerra, no final de fevereiro, segundo estimativas da empresa de análise de matérias-primas Kpler.

Os dados da consultora apontam para reservas suficientes para cerca de 18 dias de consumo, com base num gasto diário de cinco milhões de barris, mas o Governo de Nova Deli assegurou na segunda-feira que o país dispõe de reservas para 60 dias.

A estimativa governamental inclui o crude que se encontra atualmente a bordo de navios a caminho da Índia e os inventários armazenados nos oleodutos, acrescentou o jornal.

No setor das infraestruturas marítimas, empresas estatais dos Emirados e da Índia assinaram durante a visita de Modi um memorando de entendimento para a construção de um centro de reparação de navios no porto indiano de Vadinar.

O plano é complementado por outro memorando orientado para a formação de trabalhadores indianos, de forma a converter o país num centro global de mão-de-obra qualificada para a construção e reparação naval.

Como apoio aos projetos bilaterais, os Emirados confirmaram um compromisso de investimento de 5.000 milhões de dólares (cerca de 4.600 milhões de euros, ao câmbio atual) na economia indiana para criar emprego e fortalecer os mercados.

Após a visita a Abu Dhabi, Modi viaja ainda esta sexta-feira para os Países Baixos para abordar temas de semicondutores e defesa.

O chefe do Governo indiano continuará depois a agenda na Suécia, Noruega e Itália, até 20 de maio, para participar em várias cimeiras regionais e alargar planos de cooperação, especialmente energética.

A guerra começou em 28 de fevereiro, quando começou uma ofensiva israelo-americana contra Teerão, que respondeu com ataques aos países vizinhos e o bloqueio do estreito de Ormuz, por onde passava um quinto dos hidrocarbonetos consumidos no mundo.

O conflito causou milhares de mortos, maioritariamente no Irão e no Líbano.

Em resposta ao bloqueio quase total imposto pelo Irão na região, os Estados Unidos mantêm um bloqueio aos portos iranianos.

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