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Rebeldes houthis do Iémen reivindicam ataques contra dois petroleiros sauditas no mar Vermelho

Houthis frisaram que "realizaram uma operação militar de alta qualidade contra dois petroleiros sauditas que violaram o bloqueio", identificando as embarcações como Encelia e Layla.

23 de julho de 2026 às 00:29

Os rebeldes houthis do Iémen reivindicaram na quarta-feira a responsabilidade por ataques com drones e mísseis contra "dois petroleiros sauditas" no mar Vermelho, depois de anunciarem um bloqueio marítimo ao reino saudita.

Num comunicado publicado na rede social Telegram, os houthis frisaram que "realizaram uma operação militar de alta qualidade contra dois petroleiros sauditas que violaram o bloqueio", identificando as embarcações como Encelia e Layla.

A agência britânica de segurança marítima UKMTO tinha anteriormente noticiado que um petroleiro foi atingido por um "projétil não identificado" no mar Vermelho, a 70 milhas náuticas (aproximadamente 130 km) do porto saudita de Al Shuqaiq.

Segundo o capitão, o petroleiro foi "atingido por um projétil não identificado que provocou um incêndio a bordo, que a tripulação está a combater", indicou a agência britânica de vigilância marítima, acrescentando que não houve vítimas ou focos de poluição.

Os rebeldes houthis no Iémen, apoiados por Teerão, anunciaram um bloqueio marítimo à Arábia Saudita na segunda-feira e emitiram hoje alertas por rádio para os navios que navegavam na região.

O ataque ocorre também pouco depois de os Estados Unidos e a Arábia Saudita, rival do Irão no Médio Oriente, terem assinado um acordo que permitirá ao reino desenvolver um programa nuclear civil e, segundo alguns órgãos de comunicação social, abrirá caminho ao enriquecimento de urânio.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, avisou na terça-feira que tomaria medidas caso os houthis cumprissem as suas ameaças de bloqueio, tal como a Arábia Saudita, que prometeu proteger os seus navios com "todas as medidas necessárias".

Esta escalada representa o confronto direto mais sério entre a Arábia Saudita e os houthis desde que ambos os lados iniciaram um processo de aproximação apoiado pela ONU em 2022, que reduziu drasticamente os ataques transfronteiriços, embora nunca tenha sido alcançado um acordo de paz abrangente.

Arábia Saudita intervém militarmente no Iémen desde 2015 e é acusada pelos rebeldes de ter bombardeado o aeroporto internacional de Sana na semana passada para impedir a aterragem de um avião iraniano proveniente do Irão, algo que Riade não confirmou nem desmentiu.

A Arábia Saudita, o maior produtor da OPEP, enfrenta agora um novo bloqueio marítimo numa altura em que Riade explorava rotas alternativas para as suas exportações, muitas das quais com origem nos portos do mar Vermelho.

Após o início da guerra em Gaza, em outubro de 2023, os houthis iniciaram ataques contra navios mercantes no mar Vermelho, alegando agir em solidariedade com os palestinianos e procurando pressionar Israel.

O movimento pretende agora alargar essa estratégia à Arábia Saudita.

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