Luís Represas, cantor e compositor português, morreu esta quarta-feira, aos 69 anos, vítima de uma doença prolongada.
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Luís Represas, cantor e compositor português, morreu esta quarta-feira, aos 69 anos, vítima de uma doença prolongada e são já várias as reações à morte do artista. O vocalista dos Trovante deixou a sua marca em todo o País ao longo dos 50 anos de carreira que celebrava este ano.
"Foi muito dedicado ao Língua Mãe": Vanessa Fidalgo conta como foi trabalhar ao lado do artista na CMTV
A apresentadora Vanessa Fidalgo era companheira de trabalho de Luís Repressas no programa da CMTV 'Língua Mãe'. Os dois juntos conduziam entrevistas há três anos.
"Foi muito dedicado ao Língua Mãe": Vanessa Fidalgo conta como foi trabalhar ao lado de Luís Represas na CMTV
Beleneses recorda Luís Represas como alguém que "esteve sempre ao lado do seu coração"
O clube de futebol Belenenses reagiu à morte do cantor e compositor que era um grande adepto do clube. Em comunicado nas redes sociais, os azuis sublinham que o artista "esteve sempre ao lado do clube, colaborando de forma voluntária, generosa e desinteressada sempre que foi chamado, deixando um exemplo de dedicação e de genuíno amor à Cruz de Cristo".
"Foi um grande embaixador do Belenenses": Patrick Morais de Carvalho lamenta morte de Luís Represas
Patrick Morais de Carvalho lamentou esta quarta-feira, em declarações a Record, a morte de Luís Represas. O presidente do Belenenses falou de um "ser humano muito generoso" e de alguém que, "nos últimos anos", "foi um grande embaixador do clube", do qual era adepto.
"Em primeiro lugar, lamentar muito porque recebi a notícia com muita tristeza. Embora tivesse conhecimento, porque tinha ligação direta com ele, que estava doente, foi com muita tristeza e choque que hoje de manhã tive conhecimento que faleceu. Nos últimos anos aproximou-se muito do clube e não me esqueço do contributo sempre muito generoso e voluntário que deu, sempre completamente interessado em tudo. Sempre que o clube precisou dele, sempre que eu precisei dele, ele disse presente. E sempre com uma grande disponibilidade", começou por frisar.
E prosseguiu, enumerando algumas das iniciativas do Belenenses em que Luís Represas marcou presença ao longo do tempo: "Esteve na nossa gala do centenário a cantar, mais recentemente na inauguração do Miradouro dos Rapazes da Praia, no âmbito da requalificação do Topo Sul do Estádio do Restelo, onde também cantou e esteve presente... Amava realmente o Belenenses. É uma grande perda para nós e para Portugal. É um dos maiores intérpretes da música portuguesa, quer com os Trovante, quer a solo. Pessoalmente perdi um amigo, com o qual tinha uma relação próxima e forte, e o Belenenses perde um dos seus e Portugal um grande artista e um grande homem e pessoa".
A fechar, o dirigente de 56 anos destacou, uma vez mais, o amor que o cantor sentia pelos azuis: "Foi um grande embaixador do Belenenses nos últimos anos e alguém que esteve sempre muito presente. Bastava eu telefonar-lhe e falar em algo que ele imediatamente se disponibilizava. E muitas vezes até chegou a mudar a agenda dele para, de forma generosa, ajudar o Belenenses. Deixa uma marca grande e a mim, pessoalmente como presidente, sempre foi um grande apoio até em termos públicos. E não posso esquecer isso. Um ser humano muito generoso que não pedia nada em troca", destacou, antes de rematar com uma garantia: "Com certeza que faremos qualquer coisa [para o homenagear], porque merecia".
Luís Represas cantou o '125 azul' na gala do centenário do Belenenses. Veja o momento
Moedas lamenta morte de "uma das vozes mais inesquecíveis" da música
O presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, lamentou a morte de Luís Represas, considerando-o "uma das vozes mais inesquecíveis" da música portuguesa e "um lutador incansável pela independência de Timor".
"Despedimo-nos de uma das vozes mais inesquecíveis da nossa música e de um dos homens mais generosos e admiráveis da cultura portuguesa. Luís Represas cantou o amor, a paz e a liberdade com uma sensibilidade e elegância ímpares", escreveu Moedas numa nota divulgada na sua página oficial do Facebook.
Carlos Moedas recordou que o cantor foi também "um lutador incansável pela independência de Timor, um embaixador inesgotável da língua portuguesa e um promotor inexcedível da lusofonia não só enquanto músico, mas também como escritor".
"A sua paixão por Lisboa, onde nasceu, que tanto o inspirou e que celebrou através das suas canções e de concertos que fazem parte da história da cidade, faz igualmente parte do legado que nos deixa", prosseguiu na mensagem.
Carlos Moedas enviou também uma mensagem de condolências à família, aos amigos, aos companheiros dos Trovante e "a todos os que tiveram o privilégio de o conhecer e ouvir".
Ministra da Cultura lembra "uma das vozes mais icónicas da música portuguesa"
A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, lamentou a morte do músico, "uma das vozes mais icónicas da música portuguesa contemporânea".
"Desaparece uma das vozes mais icónicas da música portuguesa contemporânea, além de um talentoso compositor. A solo e com os Trovante, deixa uma marca inesquecível na nossa memória coletiva", escreveu a ministra na rede social X.
PS considera que Portugal perdeu uma das vozes mais marcantes
O Partido Socialista (PS) lamentou a morte do cantor Luís Represas, considerando que Portugal perdeu uma das suas vozes mais marcantes, um artista que soube transformar a música em memória, emoção e compromisso.
"O seu legado permanecerá vivo nas canções que atravessaram gerações e, de forma muito especial, em 'Timor', um hino de esperança, liberdade e solidariedade que acompanhou a luta de um povo e marcou profundamente a consciência de tantos portugueses", destacou o PS em comunicado.
Na nota, o PS evocou a obra de Luís Represas "com gratidão e respeito", esperando que a "sua voz e a sua música continuem a inspirar as gerações futuras".
Presidente da República, António José Seguro, perdeu "um amigo"
"Os maiores deixam um país a cantar. O Luís Represas será sempre um dos nossos maiores. E Portugal, em dor, canta as suas canções", lê-se numa longa nota de pesar publicada no site oficial da Presidência da República.
António José Seguro, que está em Cabo Verde em visita de Estado, escreve que "há vozes que não pertencem apenas a quem as canta", mas "pertencem ao tempo, à memória e ao coração de um povo".
O Presidente da República prestou ainda as suas condolências a toda a família, amigos do artista e colegas de banda, que "hoje sentem que perderam alguém da sua própria casa, da nossa própria casa".
Seguro termina a homenagem a recordar a "noite fantástica" de 21 de março. "Recordo tantos momentos bons ao longo dos anos. Saudades do futuro, Luís... Talvez um dia te encontre...", escreveu.
Luís Montenegro considerou o artista como uma "das nossas maiores referências musicais"
O primeiro-ministro considerou o artista "uma das nossas maiores referências musicais".
Através de uma publicação na rede social X, Montenegro relembrou o vocalista dos Trovante. "A sua partida é uma perda para o país e para a nossa cultura, mas o seu legado permanecerá tão contagiante como numa vida cheia de "sede de infinito... e dizê-lo cantando a toda a gente"", pode ler-se na publicação.
O primeiro-ministro deixou ainda uma mensagem de condolências à família, amigos do cantor e a "todos os que foram tocados pela sua obra".
"Tristeza maior!": Rui Veloso despede-se do "velho amigo"
Rui Veloso lamentou a morte de Luís Represas, dizendo que "quando um amigo parte, vai também um pedaço de nós". Partilhou ainda uma fotografia de ambos juntos no Olga Cadaval.
O cantor despediu-se do colega e "velho amigo": "Abraço, mano, vai em paz..."
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