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Reino Unido rejeita apoiar bloqueio dos EUA no Estreito de Ormuz

Keir Starmer afirmou que "toda a mobilização diplomática, política (...) tem-se concentrado no objetivo de reabrir totalmente o Estreito".

13 de abril de 2026 às 10:53

O Reino Unido "não apoia o bloqueio" do Estreito de Ormuz que o Presidente norte-americano, Donald Trump, ameaçou impor a partir de esta segunda-feira, afirmou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer.

"Não apoiamos o bloqueio", afirmou em declarações esta segunda-feira à BBC, acrescentando que "toda a mobilização diplomática, política (...) tem-se concentrado no objetivo de reabrir totalmente o Estreito".

Starmer admitiu estar "muito preocupado com o impacto que esta guerra está a ter nas pessoas no Reino Unido, que obviamente não tiveram qualquer papel na guerra" e disse que a melhor forma de evitar o aumento dos preços de energia é retomar a navegação no Estreito de Ormuz.

Questionado sobre se o Reino Unido iria ajudar nas operações de desminagem das águas, como Trump sugeriu, Starmer afirmou que o país tem "capacidade" mas evitou discutir o que chamou "questões operacionais".

"Fomos muito claros ao afirmar que não iríamos ser arrastados para esta guerra, e não estamos a fazer. Mas, ao mesmo tempo, temos estado envolvidos em ações defensivas, protegendo vidas britânicas e os interesses britânicos", disse.

Os Estados Unidos anunciaram que vão começar a bloquear todo o tráfego marítimo de entrada e saída nos portos iranianos esta segunda-feira às 15h00 (hora de Lisboa), conforme anunciado pelo Comando Central das Forças Armadas do país (Centcom), que cobre o Médio Oriente.

O Irão tem mantido o controlo total sobre a navegação pelo estreito, tendo apenas permitido desde o início da guerra a passagem de navios de países aliados, e com os quais manteve conversações recentes, como a China e a Índia.

"O bloqueio vai ser aplicado de forma imparcial a navios de todas as nações que entrem ou saiam de portos e zonas costeiras do Irão, incluindo todos os portos iranianos no golfo Pérsico e no golfo de Omã", indicou o Centcom em comunicado.

Keir Starmer está de regresso a Londres, após uma visita na semana passada ao Médio Oriente, durante a qual se encontrou com líderes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Qatar e Bahrain.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou no domingo um bloqueio de entradas e saídas de navios no Estreito de Ormuz, após o fim das conversações presenciais com o Irão, sem acordo.

As autoridades norte-americanas disseram que as negociações falharam devido ao que descreveram como a recusa do Irão em comprometer-se a abandonar o caminho para uma arma nuclear, enquanto as autoridades iranianas culparam os Estados Unidos pelo fracasso das negociações, sem especificar os pontos de discórdia.

Nenhum dos lados indicou o que acontecerá após o fim do cessar-fogo de 14 dias, a 22 de abril, e os mediadores paquistaneses instaram todas as partes a mantê-lo.

Ambos disseram que as suas posições eram claras e colocaram a responsabilidade no outro lado, sublinhando o quão pouco a distância tinha diminuído ao longo das negociações.

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