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Rubio e Lavrov discutiram guerras no Irão e Ucrânia em conversa telefónica

Pelo menos 22 pessoas morreram esta terça-feira em ataques russos na Ucrânia, após os anúncios separados de tréguas entre os dois países, que, do lado de Kiev, já entrou em vigor.

06 de maio de 2026 às 00:00

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o seu homólogo russo, Sergey Lavrov, discutiram esta terça-feira, numa conversa telefónica, as guerras no Irão e na Ucrânia, divulgou o Governo norte-americano.

"Discutiram a relação entre a Rússia e os Estados Unidos, a guerra entre a Rússia e a Ucrânia e o Irão", indicou o porta-voz do Departamento de Estado, Tommy Pigott, em comunicado.

Pelo menos 22 pessoas morreram esta terça-feira em ataques russos na Ucrânia, após os anúncios separados de tréguas entre os dois países, que, do lado de Kiev, já entrou em vigor.

Em reação a estes bombardeamentos, o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky condenou o "puro cinismo" de Moscovo, depois de as autoridades russas terem anunciado unilateralmente um cessar-fogo nos dias 08 e 09 de maio para as comemorações do 81.º aniversário da derrota nazi na Segunda Guerra Mundial, celebrado anualmente com um grande desfile na Praça Vermelha, em Moscovo.

O líder ucraniano respondeu com outra declaração de cessar-fogo, que entrou em vigor às 00:00 locais de quarta-feira (22:00 de terça-feira em Lisboa), sem especificar a duração.

Em resposta aos bombardeamentos, a Ucrânia intensificou os seus ataques com drones contra a Rússia nos últimos dias e um destes dispositivos chegou a atravessar a fachada de um edifício residencial na zona oeste de Moscovo.

Os anúncios unilaterais de tréguas ocorrem três semanas depois de um cessar-fogo durante as celebrações da Páscoa Ortodoxa, que foi acompanhado de violações nas linhas da frente, embora tenha havido uma suspensão dos ataques aéreos de longo alcance.

Com a guerra na Ucrânia em segundo plano devido ao conflito iniciado em 28 de fevereiro pelos Estados unidos e Israel contra o Irão, as negociações entre Kiev e Moscovo promovidas pelos Estados Unidos não têm conhecido avanços nas últimas semanas.

Israel e os Estados Unidos lançaram em 28 de fevereiro ataques contra alvos em todo o Irão, com o anunciado objetivo de atingir o programa nuclear e de mísseis balísticos do Irão e incitando a uma mudança de regime em Teerão.

Teerão respondeu com ataques contra os países vizinhos, tendo como alvos instalações de petróleo e gás e outros alvos civis, e desde o início do conflito que Teerão reivindica controlo do Estreito de Ormuz, uma via navegável estratégica para o comércio mundial de combustíveis fósseis, levando à escalada do preço dos combustíveis nos mercados internacionais.

Em 07 de abril, as duas partes acordaram um cessar-fogo de duas semanas, prolongado desde então.

Enquanto Washington realiza uma operação para retirar do Golfo navios retidos, a Guarda Revolucionária iraniana prometeu hoje uma "resposta firme" aos navios que tentem atravessar o Estreito de Ormuz por qualquer trajeto que não o definido.

Por sua vez, os Estados Unidos ameaçaram hoje retomar "grandes operações de combate" para obrigar o Irão a recuar se este decidisse retaliar contra a sua operação no estreito de Ormuz, após confrontos no mar e de novos ataques atribuídos a Teerão aos Emirados Árabes Unidos.

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