Presidente dos EUA tomou a decisão depois de falar com Vladimir Putin.
O Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou esta segunda-feira que vai suspender algumas sanções sobre o petróleo "para baixar os preços", após o valor do barril de crude ter disparado devido à guerra com o Irão.
"Vamos também levantar algumas sanções relacionadas com o petróleo para baixar os preços. Temos sanções contra certos países. Vamos levantar essas sanções até que a situação melhore. Depois disso, quem sabe? Talvez não precisemos de repor as sanções. Haverá muita paz", referiu o chefe de Estado norte-americano numa conferência de imprensa na Florida, depois de falar por telefone com o Presidente russo, Vladimir Putin.
Na semana passada, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse à estação Fox Business que o Governo estava a considerar suspender as sanções ao crude russo para melhorar o fornecimento global e controlar os fortes aumentos de preços após o início da guerra de preços.
Anteriormente, o Tesouro anunciou que permitiria à Índia comercializar petróleo russo retido no mar durante 30 dias.
Desde que começaram os ataques ao Irão, há mais de uma semana, os preços de referência do crude na Europa subiram cerca de 30%, e o abastecimento dos países da Ásia Oriental, que dependem sobretudo do petróleo importado do Médio Oriente, já está seriamente comprometido.
Trump descreveu ainda a conversa telefónica com Putin como "muito boa", sublinhando que envolveu temas como "a Ucrânia, uma guerra sem fim".
"Mas acho que esta chamada foi positiva nesse sentido", acrescentou.
Donald Trump revelou que pediu ao seu homólogo russo que pusesse fim à guerra na Ucrânia "se quisesse ajudar" a atenuar o conflito de Washington com o Irão no Médio Oriente.
"Obviamente, falámos sobre o Médio Oriente. E ele quer ajudar. Eu disse: 'O senhor poderia ajudar mais se pusesse fim à guerra entre a Ucrânia e a Rússia'. Isso ajudaria mais. Mas tivemos uma conversa muito boa, e ele quer ser muito construtivo", indicou Trump.
Os dois líderes conversaram esta segunda-feira, perante relatos na imprensa norte-americana de que a Rússia teria fornecido informações de inteligência ao Irão após a ofensiva lançada pelos Estados Unidos e Israel há mais de uma semana, embora Trump tenha negado essa informação no fim de semana.
Trump afirmou que o Presidente russo ficou "muito impressionado" com o ataque dos EUA ao Irão "porque nunca ninguém viu nada assim".
Na chamada, segundo Moscovo, "o Presidente russo apresentou opções que visam uma rápida resolução política e diplomática do conflito iraniano", referiu Yuri Ushakov, conselheiro de política internacional do Kremlin, horas antes.
O diplomata russo acrescentou que estas propostas surgiram de conversações realizadas na semana passada com o Presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, e outros líderes de países do Golfo Pérsico.
A conversa, a primeira entre Trump e Putin desde dezembro de 2025, durou cerca de uma hora e foi "franca" e "construtiva", acrescentou Ushakov.
O Presidente norte-americano concordou que foi "uma ligação muito boa", embora Putin tenha manifestado o apoio inabalável de Moscovo a Teerão após a eleição de Mojtaba Khamenei como sucessor do seu pai, o ayatollah Ali Khamenei, enquanto Trump considerou isso inaceitável.
Os Estados Unidos e Israel lançaram a 28 de fevereiro um ataque militar contra o Irão, para "eliminar as ameaças iminentes do regime iraniano".
Em resposta, o Irão lançou ataques de retaliação contra alvos em Israel, bases norte-americanas e outras infraestruturas em países da região como Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Qatar, Kuwait, Líbano, Jordânia, Omã e Iraque. Incidentes com projéteis iranianos também foram registados em Chipre, Azerbaijão e na Turquia.
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