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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Trump defende destruição do urânio enriquecido por Teerão ou entrega aos Estados Unidos

Presidente norte-americano afirmou que o Irão nunca obterá uma arma nuclear, num contexto de negociações bilaterais para findar o conflito e receios do seu partido de um acordo sem o programa nuclear.

26 de maio de 2026 às 00:22

O Presidente norte-americano, Donald Trump, defendeu esta segunda-feira que o urânio enriquecido na posse do Irão deve ser destruído dentro na República Islâmica ou, caso tal não seja possível, entregue aos Estados Unidos para ter o mesmo fim.

Numa publicação na sua rede social, a Truth Social, o republicano frisou que o urânio enriquecido deve ser "imediatamente entregue aos Estados Unidos para ser repatriado e destruído".

Em alternativa, Trump sugeriu que "preferencialmente, em conjunto e coordenação com a República Islâmica do Irão, [deve ser] destruído no local ou noutro local aceitável, com a Comissão de Energia Atómica, ou equivalente, como testemunha deste processo e evento".

O Presidente norte-americano garantiu esta segunda-feira que o Irão nunca obterá uma arma nuclear, num contexto de negociações bilaterais para findar o conflito e receios do seu partido de um acordo sem o programa nuclear.

Donald Trump fez estas declarações ao prestar homenagem aos 13 soldados norte-americanos mortos no conflito com a República Islâmica, durante a cerimónia anual do Dia da Memória, realizada no cemitério nacional de Arlington, nos arredores de Washington.

Os Estados Unidos e o Irão intensificaram nos últimos dias os seus contactos e estão a ultimar os pormenores de um acordo que permitirá pôr fim à guerra iniciada a 28 de fevereiro por uma ofensiva aérea conjunta israelo-norte-americana e desde 08 de abril num frágil cessar-fogo para proceder a estas negociações de paz.

A Casa Branca está confiante de que um acordo poderá ser alcançado nos próximos dias, embora Teerão tenha esta segunda-feira declarado que tal não está iminente.

De acordo com informações passadas à imprensa, o pacto incluiria a reabertura do estreito de Ormuz e o levantamento das sanções ao Irão, mas deixaria a questão nuclear para uma fase posterior, o que desencadeou críticas de vários senadores republicanos aliados de Trump.

O Dia da Memória celebra-se na última segunda-feira de maio, em honra dos militares norte-americanos mortos em combate, especialmente em conflitos como as guerras mundiais, Coreia, Vietname, Afeganistão e Iraque.

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