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Trump diz que cessar-fogo "acabou" e ameaça mais ataques ao Irão

EUA e Irão voltaram a trocar ataques após Teerão ter atingido três navios no estreito de Ormuz.

09 de julho de 2026 às 01:30

Donald Trump garantiu esta quarta-feira que o cessar-fogo com o Irão “acabou” após os dois países terem voltado a trocar ataques na madrugada de ontem. “Não quero mais negociar com eles, são escumalha”, acusou Trump, colocando em causa o futuro das negociações de paz e fazendo temer o regresso do bloqueio do estreito de Ormuz com as suas consequências devastadoras para a economia mundial.

A nova escalada ocorreu depois de o Irão ter atacado três navios no estreito de Ormuz na terça-feira, alegadamente por não terem seguido as rotas indicadas por Teerão. Horas depois, os EUA responderam a esta violação do cessar-fogo lançando vários ataques contra estações de radar, defesas antiaéreas e embarcações da Guarda Revolucionária, levando o Irão a retaliar com mísseis e drones contra instalações militares americanas no Kuwait e no Bahrain.

Falando na cimeira da NATO em Ancara, na Turquia, Trump acusou o Irão de se “portar muito mal”. “Atacámo-los com muita força ontem à noite e provavelmente vamos fazer o mesmo esta noite”, afirmou o presidente dos EUA, afirmando que o dirigentes iranianos são “completamente loucos”. O presidente dos EUA anunciou ainda a revogação da autorização para a venda de petróleo iraniano nos mercados internacionais e ameaçou repor o bloqueio naval aos portos iranianos e atacar infraestruturas civis, incluindo os terminais petrolíferos da ilha de Kharg.

Questionado se a nova escalada coloca em causa o cessar-fogo acordado no mês passado, Trump foi peremptório: “Para mim acabou. Não quero mais negociar com eles. São escumalha e os seus líderes são pessoas doentes e violentas”, respondeu, embora deixando no ar a possibilidade de as negociações para um acordo de paz final prosseguirem. “Podem negociar, mas acho que estão a perder o seu tempo”, afirmou, referindo-se aos enviados norte-americanos, antes de concluir: “Não sei se quero fazer um acordo. Se calhar vamos mas é acabar o trabalho”.

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