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Trump já não trava aumento do petróleo

Gasóleo e gasolina deverão subir cinco cêntimos a próxima semana mas valores ainda não estão fixados.

03 de abril de 2026 às 01:30

A alta do petróleo deverá voltar a ter impacto no preço dos combustíveis nos postos de abastecimento portugueses antecipando o mercado um novo agravamento na ordem dos cinco cêntimos, aos valores de fecho desta quarta-feira,  tanto no gasóleo como na gasolina na próxima semana. Os discursos do presidente dos Estados Unidos parecem já não ser levados muito a sério uma vez que, ao contrário do habitual, o petróleo aumentou esta quinta-feira apesar de Donald Trump anunciar (outra vez) que a guerra ao Irão vai acabar no curto prazo. 

As contas finais da variação dos combustíveis só deverão ficar fechadas esta sexta-feira pelo que é preciso aguarda para saber qual o aumento previsto para a próxima semana para a gasolina e para o gasóleo nos postos portugueses. No entanto, deverá fixar abaixo dos dois dígitos. A cotação do Brent estava esta quinta-feira a acelerar 8,19% para 109,44 dólares por barril, apesar de Donald Trump anunciar que, com o fim da guerra, o estreito de Ormuz "abrir-se-á naturalmente", porque a República Islâmica precisa da venda de petróleo para se reconstruir e, por isso, os preços do petróleo irão baixar e as bolsas voltarão a registar ganhos.

Embora Trump tenha reiterado que o fim da Operação Epic Fury está muito próximo, a ameaça velada às instalações energéticas do Irão indica que não descarta a continuidade das operações militares, que poderiam até envolver uma invasão terrestre, o que mantém a tensão sob os mercados. 

Entretanto, o primeiro-ministro anunciou o lançamento de uma linha de apoio de 600 milhões de euros destinada a financiar as empresas cujos custos da energia representam mais de 20% dos seus custos de produção. Luís Montenegro anunciou que a linha se vai chamar "Portugal Resiliência Energética" e será operacionalizada pelo Banco Português de Fomento. "Destina-se a financiar, por via de crédito, as necessidades de tesouraria e fundo de maneio das empresas mais afetadas pela subida dos custos energéticos. É mais uma medida de resposta à situação atual", explicou.

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